Gerson diz que fim da violência contra mulheres depende de mudança na sociedade
Deputado destaca ações preventivas, igualdade de gênero e fortalecimento da rede de proteção

O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul, deputado estadual Gerson Claro (PP), defendeu que o enfrentamento à violência contra a mulher passa por uma mudança profunda na cultura da sociedade. Para o parlamentar, o combate ao problema não pode se limitar à punição dos agressores, mas deve incluir ações permanentes de conscientização, educação e valorização da igualdade entre homens e mulheres.
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O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul, Gerson Claro, defendeu que o combate à violência contra a mulher exige mudança cultural e educação, não apenas punição. Durante sessão plenária, ele destacou iniciativas como o programa Todos por Elas e a plataforma Conecta Promuse, que integra policiais e o Judiciário em tempo real no monitoramento de medidas protetivas.
O posicionamento foi feito durante a sessão plenária, quando Gerson pediu aparte ao pronunciamento da deputada Gleice Jane (PT), que defendia a aprovação do Projeto de Lei da Misoginia em tramitação no Congresso Nacional e a ampliação da participação feminina nos espaços de poder e decisão.
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Ao se manifestar, o presidente da Casa afirmou que o aumento dos casos de violência contra as mulheres exige respostas que vão além do sistema de Justiça. Segundo ele, é preciso enfrentar as raízes do problema, combatendo o machismo e a misoginia presentes na sociedade.
"Precisamos ampliar cada vez mais a conscientização sobre o enfrentamento à violência contra a mulher. Até indico a série O Conto da Aia para fazermos essa reflexão. Não podemos aceitar a naturalização do machismo nem da misoginia. A mudança de mentalidade é um passo essencial para construirmos uma sociedade mais justa e segura para todas as mulheres", afirmou.
Gerson também reiterou que a proteção da vida e da dignidade das mulheres deve permanecer entre as prioridades das instituições públicas e destacou os avanços obtidos em Mato Grosso do Sul por meio da atuação integrada entre os Poderes.
Entre as iniciativas citadas está o programa Todos por Elas, desenvolvido em parceria entre a Assembleia Legislativa, o Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul, o Ministério Público, o Governo do Estado e diversas entidades da sociedade civil. A ação reúne campanhas educativas, projetos de conscientização e estratégias voltadas à prevenção da violência de gênero.
Outra ferramenta destacada pelo deputado é o Conecta Promuse, plataforma criada pelo Tribunal de Justiça em parceria com a Polícia Militar e a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública. O sistema permite que policiais militares registrem em tempo real as fiscalizações realizadas junto a mulheres protegidas por medidas judiciais, encaminhando automaticamente essas informações aos processos. A tecnologia agiliza a atuação do Judiciário, funciona mesmo em locais sem acesso à internet e deverá ser expandida para todas as comarcas de Mato Grosso do Sul.
Apesar dos avanços tecnológicos, Gerson ressaltou que nenhuma ferramenta será suficiente sem o envolvimento da sociedade.
"Ferramentas como o Conecta Promuse tornam a resposta mais rápida e eficiente, mas o verdadeiro enfrentamento à violência contra a mulher também depende da educação, da conscientização e do compromisso coletivo em romper com práticas machistas que ainda persistem na sociedade. É um trabalho que precisa envolver famílias, escolas, instituições e toda a comunidade", concluiu.

