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Campo Grande, Terça-feira, 12 de Dezembro de 2017

14/05/2015 13:55

Governistas acusam PT de usar plateia e clima esquenta na Assembleia

Leonardo Rocha
Deputados discutem após João Grandão ressuscitar tema antigo, durante sessão que teve participação de professores (Foto: Roberto Higa/ALMS)Deputados discutem após João Grandão ressuscitar tema antigo, durante sessão que teve participação de professores (Foto: Roberto Higa/ALMS)

Deputados governistas acusaram a bancada do PT de “ressuscitar” discussão sobre moção de repúdio ao governador do Paraná, Beto Richa (PSDB), na presença de mais de três mil professores. A queixa se deu por entender que a oposição se aproveitou da plateia para criar polêmica e colher louros políticos.

Estava em votação moção de repúdio contra um deputado do Maranhão, que havia dito que Campo Grande se tratava de uma cidade sem expressão nacional. Foi quando o deputado João Grandão (PT) pediu a palavra para discutir a pauta e começou a citar a moção contra o governador do Paraná por mandar a polícia conter manifestação dos professores, que não havia sido aprovada pelos colegas, gerando aplausos da plateia.

O  deputado José Carlos Barbosa (PSB) foi o primeiro a protestar, dizendo que o petista estava descumprindo o regimento, já que naquele momento só poderia ser discutido o projeto em pauta, e não propostas passadas. O presidente da Casa de Leis, Junior Mochi (PMDB), seguiu o mesmo discurso, pedindo que João Grandão não trocasse de tema.

Neste momento, a plateia repleta de professores e profissionais da educação, começou a vaiar os deputados que pediram a mudança do discurso, o que gerou um incômodo entre os parlamentares. Pedro Kemp (PT) inclusive pediu a palavra para dizer que a bancada do PT estava sendo “cerceada” no seu direito de se manifestar.

“Se trata de uma patrulha ideológica, está ficando difícil aqui exercer nosso direito parlamentar, ele estava apenas fazendo uma introdução, para entrar no tema de discussão”, defendeu ele.

Mochi então resolveu rebater o petista, ressaltando que “todos tinham o direito de se manifestar, porém tinham que cumprir o regimento”, ponderando que quem estivesse “insatisfeito” que propusesse mudanças no documento. Os deputados Lídio Lopes (PEN) e Zé Teixeira (DEM) também defenderam a posição da Mesa Diretora.

Plateia – No espaço dedicado às explicações pessoais, quando já não havia mais público na Assembleia, o deputado Zé Teixeira (DEM) voltou ao tema da discussão, ressaltando que a bancada do PT, através de João Grandão, tinha descumprido o regimento, apenas para ganhar aplausos dos professores.

“Jogar para plateia é pior coisa que tem, só porque a casa estava cheia, tem que seguir o regimento, trouxe assunto vencido apenas pelo interesse do momento”, disse o democrata. Discurso seguido por José Carlos Barbosa, que relatou que é preciso ordem no seguimento da sessão.

“Não pode desviar da questão do debate, por assuntos e posições ideológicas para esculhambar com o regimento, para fazer discurso à plateia”. Já João Grandão se defendeu das acusações dos colegas, ressaltando que, apesar de ter ideias e posições divergentes, apenas expôs uma situação que tinha relação com a pauta.

“Estava se discutindo moção de repúdio, então lembrei daquele caso, não posso ser colocado agora como o errado da história, até porque não tinha terminado o meu raciocínio, quando fui interrompido”, disse ele.



Falando em "traição", Vander Loubet e Zeca do PT votaram a favor das MP 665 e 664 do Madrasta Dilma, que retiram direitos de aposentadoria, pensão por morte e auxílio doença dos trabalhadores. É só ler no Estado de São Paulo de hoje, 14/05,a lista de quem votou contra ou a favor dos trabalhadores assalariados!
 
Barbarossa em 14/05/2015 15:10:53
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