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Campo Grande, Segunda-feira, 21 de Agosto de 2017

31/05/2016 11:19

Grupos contrários e a favor da "lei da mordaça" voltam a protestar na Câmara

Prefeito vetou a proposta há um mês, mas até agora os vereadores não analisaram

Mayara Bueno e Alberto Dias
Manifestantes na Câmara Municipal de Campo Grande, nesta terça-feira (31). (Foto: Alberto Dias)Manifestantes na Câmara Municipal de Campo Grande, nesta terça-feira (31). (Foto: Alberto Dias)

Manifestantes favoráveis e contrários a chamada “lei da mordaça”, projeto que restringe a discussão de política, religião e questões de gêneros nas escolas, voltaram a Câmara Municipal de Campo Grande, nesta terça-feira (31). Agora, eles pedem a manutenção do veto ao projeto, feito pelo prefeito, e a derrubada, no caso dos defensores da lei.

O veto ao projeto foi publicado em 27 de abril, mas até agora não foi analisado pelos parlamentares. Eles podem decidir mantê-lo, desta forma, a proposta será arquivada de vez; ou, podem também derrubar o veto. Se isto acontecer, o projeto entra em vigor, cabendo a Bernal procurar a Justiça se quiser manter a proibição.

Logo após a aprovação da lei, diversas pessoas protestaram contra ela, mas também houve quem defendesse. Por sua vez, o prefeito disse que a “lei da mordaça” faz lembrar a “ditadura” e por isso, decidiu vetar.

Hoje, o reverendo da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil, Hugo Sanchez, levou para os vereadores uma carta de repúdio à lei. Para ele, a proposta priva o direito dos educadores, bem como dos educandos, “em sua liberdade de consciência e de crenças”. “Do ponto de vista pedagógico, entendemos que não há lugar melhor para debater estas questões”.

Mas, também há quem defenda que a “lei prega que o professor está dentro da sala de aula para usar sua formação para ensinar e não doutrinar”. Segundo o pastor batista Carlos Trapp, o movimento que defende acredita que o professor pode falar de religião, mas não opinar sobre estes assuntos.

Movimentos estudantis também estão no Legislativo Municipal pedindo que os vereadores mantenham o veto ao projeto. Há, pelo menos, 70 pessoas. O autor do projeto, vereador Paulo Siufi (PMDB), não comparece às sessões desde 28 de abril.




Caro leitor
Eu disse para o repórter que não se tratava de "mordaça", mas de disciplina, de observância de regras.
Até contei uma ilustração para ele dizendo que se alguém contrata um pintor para pintar uma casa, onde se encontram móveis, esse deve afastar os móveis, pintar as paredes e recolocar os móveis. Agora, se ele colocar os móveis em outro local, mudando a disposição dos mesmos, ele está errado, pois ele foi contratado para pintar o apartamento, e não, para, além disso, mudar os móveis.
Então, o que o projeto visa é que o professor ensine, e não, doutrine, ou seja, "pinte" as paredes, mas não "mude" os móveis, pois ele não foi contratado para isso, repito.
Ele pode falar sobre todos os assuntos, sem dar os seus pitacos, sem doutrinar; enfim, só ensinar.
 
Carlos Osmar Trapp em 31/05/2016 22:11:26
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