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Campo Grande, Quarta-feira, 16 de Agosto de 2017

22/03/2016 15:47

Investigação prossegue e fim da Coffee Break deve trazer surpresa

Paulo Yafusso
Relatório da Coffee Break está sendo analisada pela assessoria do procurador-geral de Justiça, Humberto de Matos Brittes (Foto: Arquivo)Relatório da Coffee Break está sendo analisada pela assessoria do procurador-geral de Justiça, Humberto de Matos Brittes (Foto: Arquivo)

Até a primeira quinzena de abril o Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado) e a PGJ (Procuradoria-Geral de Justiça) oferecem denúncia contra alguns dos investigados na Operação Coffee Break, iniciado no dia 25 de agosto do ano passado. As ações foram desencadeadas com o objetivo de apurar suposto esquema de compra de vereadores para a cassação do prefeito Alcides Bernal em 2014. Entre os alvos estão políticos e empresários.

No início de dezembro do ano passado, ao anunciar a conclusão do relatório preliminar da Coffee Break, o coordenador do Gaeco, promotor de Justiça Marcos Alex Vera de Oliveira, assegurou ter elementos suficientes para denunciar 13 pessoas pelo envolvimento na cassação de Bernal em março de 2014.

O Campo Grande News apurou que, após a entrega deste relatório, as investigações prosseguiram. Foram requisitados mais documentos e realizadas novas perícias, inclusive de celulares de outros vereadores. Na primeira fase da investigação, 17 celulares de vereadores e empresários foram apreendidos e levados para serem periciados pelo Instituto de Criminalística.

Foram realizadas perícias contábeis e em contratos apreendidos. Ainda de acordo com o que foi apurado, alguns que num primeiro momento apareciam como prováveis denunciados deixaram de figurar como tal, e outros passaram a fazer parte dos potenciais suspeitos após as novas diligências e provas coletadas. A denúncia será assinada pelo Gaeco e pela PGJ.

A Operação foi chamada de Coffee Break, porque nas escutas telefônicas feitas com autorização da justiça, alguns alvos se referiam ao pagamento de propina como “cafezinho”. Esses pagamentos eram feitos a vereadores e outras pessoas envolvidos no esquema. O relatório final entregue no último dia 11 ao procurador-geral de Justiça, Humberto de Mattos Brites, está sendo analisado por promotores que fazem parte da equipe da assessoria especial do PGJ. Após essa análise é que serão definidos quem serão os denunciados, e o inquérito remetido ao Judiciário.




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