Justiça publica decisão para incluir Neno Razuk na lista da Interpol
Há indicativos de que, supostamente, o ex-deputado está fora do Brasil
A Justiça oficializou nesta terça-feira (dia 28) a ordem para que o ex-deputado estadual Roberto Razuk Filho (PL), o Neno Razuk, entre na lista de Difusão Vermelha da Interpol (Organização Internacional de Polícia Criminal). A informação já havia sido antecipada na sexta-feira pelo Campo Grande News.
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“Ante a notícia de não localização do representado (...), e havendo indicativos de que supostamente se encontra fora do país, oficie-se ao superintendente regional da Polícia Federal no Estado de Mato Grosso do Sul para que adote as providências necessárias junto à Interpol visando à inclusão do mandado de prisão preventiva expedido em desfavor de Roberto Razuk Filho na Difusão Vermelha”, informa decisão da 4ª Vara Criminal de Campo Grande.
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A ordem consta no Diário da Justiça de hoje. Conforme instrução normativa da Corregedoria Nacional de Justiça, o ofício à PF foi acompanhado de cópias da decisão que decretou a prisão preventiva e do mandado de prisão.
A decisão sobre a lista da Interpol foi tomada no processo de pedido de prisão preventiva por organização criminosa.
O Campo Grande News questionou a PF em Brasília sobre o pedido da Justiça de Mato Grosso do Sul. A resposta foi que a “Polícia Federal não compartilha informações dessa natureza”. A reportagem também fez contato com a Superintendência da PF em MS e aguarda resposta.
A defesa do ex-deputado informou ontem que não comentaria a decisão. “A defesa não tem manifestação a apresentar acerca do pedido formulado pelo Gaeco [Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado] e da decisão judicial. Limitar-se-á a exercer a defesa de seu cliente pelas vias judiciais adequadas, nos termos do devido processo legal”, afirma o advogado Ricardo Souza Pereira.
Alvo de fases da Operação Successione desde dezembro de 2023, Neno Razuk já foi condenado em primeira instância a 15 anos, 7 meses e 15 dias de prisão por organização criminosa armada, roubo majorado e exploração do jogo do bicho, mas recorria em liberdade
Em maio, após recontagem de votos pela Justiça Eleitoral, Neno perdeu a cadeira na Assembleia Legislativa. Sem o cargo, ele deixou de ter as proteções institucionais de deputado estadual. Dentre elas, o foro por prerrogativa de função, quando determinadas autoridades são julgadas diretamente por tribunais em casos ligados ao exercício do cargo.
Além da condenação, o ex-deputado estadual é réu na quarta fase da Successione, que foi realizada em 25 de novembro de 2025.
A operação investiga os crimes de organização criminosa, roubo, corrupção passiva e ativa, violação de sigilo funcional, lavagem de dinheiro e contravenção penal de estabelecimento e exploração de jogos de azar.
Perante a lei, o ato de ficar foragido ou tentar fugir para evitar a prisão em flagrante não configura um novo crime por si só, pois o entendimento é que ninguém é obrigado a facilitar a própria prisão.
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