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Política

Líderes do PMDB tentam minimizar crise com Murilo

Por Redação | 09/06/2010 11:09

O líder do governo na Assembleia Legislativa, Youssif Domingos, e o deputado Carlos Marun, tentaram nesta manhã minimizar a crise que se instalou entre o governador André Puccinelli e seu vice, Murilo Zauith (DEM), em relação à disputa pelo Senado.

Murilo disse que não disputará mais o Senado após tomar conhecimento de declaração atribuída a Puccinelli. Ele teria dito, em Três Lagoas, que serão eleitos senadores o deputado federal Waldemir Moka (PMDB) e o senador Delcídio do Amaral (PT).

"O governador me descartou da majoritária", afirmou Murilo, categoricamente. "Se ele falou, ele excluiu o BDR e o Conesul", acrescentou.

A "bola de neve" atingiu também o vice-prefeito de Campo Grande, Edil Albuquerque (PMDB), que pretendia ser suplente de Murilo e que se sentiu enganado pelo governador.

Durante a sessão desta manhã, Youssif disse que a candidatura de Murilo é muito importante para o projeto político do PMDB.

"Espero que esse posicionamento tanto do Murilo quanto do Edil seja apenas um desabafo", disse.

Youssif também destacou que não existe eleição ganha antes da abertura das urnas e exemplificou recordando de um episódio ocorrido em 1994, na disputa pelo Senado.

"O deputado Ary Rigo era o favorito ao Senado, era chefe da Casa Civil, estava muito bem posicionado. De repente, saiu uma terceira via, que era o senador Ramez Tebet, e levou a eleição. Então não existe essa de ganhar antes da hora", detalhou.

O deputado Carlos Marun também defendeu a candidatura de Murilo, ressaltando que o grupo político do governador André Puccinelli está coeso em torno deste projeto.

"Já temos o primeiro candidato ao Senado, que é o Moka, e a vice, que é a Simone Tebet, isso é imexível (sic). A segunda vaga está reservada para Dourados e para o Bloco Democrático Reformista. E o Murilo tem todas as condições para esta disputa", afirmou.

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