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Política

Mais de 8 mil vão às urnas neste domingo para eleger prefeito de Angélica

Mais de 300 pessoas participam da organização do pleito suplementar, entre servidores do TRE e policiais

Por Adriel Mattos | 13/05/2022 12:09
Vista aérea de Angélica. (Foto: Divulgação)
Vista aérea de Angélica. (Foto: Divulgação)

Os 8,6 mil eleitores de Angélica, cidade da região leste de Mato Grosso do Sul, a 272 km de Campo Grande, voltam às urnas no domingo para escolher o novo prefeito. Quatro candidatos disputam o pleito suplementar.

A nova eleição foi convocada após a Justiça Eleitoral confirmar a impugnação da candidatura do eleito em 2020, o ex-prefeito João Cassuci (PDT). Desde janeiro de 2021, o município é comandado pelo presidente da Câmara, Geraldo Rodrigues, o Boquinha (PSDB).

O prefeito interino não recebeu apoio de outros partidos. O candidato a vice na chapa é o empresário Omir Rogério da Silva, o Omir do João Bonito.

Por sua vez, Cassuci aposta no sobrinho, Edison Cassuci Ferreira, o Edinho Cassuci (PDT). O vice dele é o mesmo que disputou com o ex-prefeito há dois anos, o contador Paulo Conconi (PTB). A coligação “Juntos Vamos Reconstruir Angélica” ainda conta com PT e Patriota.

O ex-prefeito Roberto Cavalcanti (União), que perdeu a reeleição em 2020, vai tentar novamente conquistar o segundo mandato nas urnas. A coligação “Trabalho, Força e União” tem apenas o PSB.

De início, o produtor rural Roberto Maran era o candidato a vice, mas atendendo a pedido dos advogados de Boquinha, que alegou que Maran não se filiou a tempo ao PSB. Agora, Cavalcanti tem como companheiro de chapa o agricultor Cleber Luiz Graciano, o Cleber Verdureiro.

E o MDB apostará em Francisco Soares Sobrinho, o Chico Bragança. O agricultor tem como vice o comerciante Milton Motta Ramos, o Mastigado (PSD). Ambos disputam pela coligação “Trabalho e Honestidade”.

Quem vencer a eleição completará o mandato que vai até 31 de dezembro de 2023. A posse está prevista para 4 de junho.

Estrutura – O TRE-MS (Tribunal Regional Eleitoral) disponibilizou 28 urnas para a votação, além de reservar outras dez de contingência, ou seja, para o caso de falhas das demais. São 29 seções eleitorais, que ficarão abertas das 7h às 17h.

Cerca de 300 pessoas entre servidores, colaboradores, auxiliares, mesários e policiais civis e militares estarão envolvidas na realização do pleito, além do juiz e do representante do Ministério Público Eleitoral.

Para atender os eleitores da zona rural, a corte vai ter quatro ônibus para levá-los até os locais de votação. Há ainda três veículos de reserva.

Boquinha, Chico Bragança, Edinho Cassuci e Roberto Cavalcanti disputam a preferência do eleitor angeliquense. (Montagem: Reprodução/Facebook)
Boquinha, Chico Bragança, Edinho Cassuci e Roberto Cavalcanti disputam a preferência do eleitor angeliquense. (Montagem: Reprodução/Facebook)

Histórico – Prefeito entre 2001 e 2008, Cassuci teve a candidatura impugnada em 2020. Eleito, foi impedido de tomar posse e recorreu até a última instância, o TSE (Tribunal Superior Eleitoral), mas sua situação não mudou.

Ele foi condenado por crime contra o sistema financeiro nacional.  Em 2006, o pedetista foi acusado pela PF (Polícia Federal) de desviar recursos do Pronaf (Programa Nacional de Agricultura Familiar).

Dez anos depois, foi condenado. No processo, ficou comprovada a obtenção ilegal de financiamentos do Pronaf mediante fraude e cadastros falsos. Depois que a verba do programa era liberada pelo Banco do Brasil na conta dos “laranjas” do grupo, o dinheiro era repassado imediatamente para João e os outros acusados.

A condenação o fez cair na Lei da Ficha Limpa, tornando-o inelegível a partir de 2018. O caso do político se arrastou por mais tempo que das outras cidades por causa de um processo no STF (Supremo Tribunal Federal). O agravo em recurso extraordinário questionava um trecho da Lei de Inelegibilidade, que poderia beneficiá-lo.

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