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Política

Deputados se rebelam contra presidente e ameaçam deixar PMDB

Por Aline dos Santos e Wendell Reis | 06/03/2012 11:22

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A exemplo do irmão Fábio Trad, ele ameaça deixar o partido

Marquinhos promete interpelar Esacheu judicialmente. (Foto: Marcelo Victor/Arquivo)
Marquinhos promete interpelar Esacheu judicialmente. (Foto: Marcelo Victor/Arquivo)

Em apoio ao irmão, o deputado estadual Marquinhos Trad declarou guerra ao presidente do PMDB, Esacheu Nascimento. E, a exemplo do deputado federal Fábio Trad, ameaça deixar o partido. “Ele vai fazer uma representação nacional contra o Esacheu. O partido vai ter que escolher entre o presidente ou a saída de dois deputados”, afirma.

A crise peemedebista teve início com a troca de farpas nas redes sociais entre Fabio Trad e o presidente da sigla. Ontem, o deputado federal manifestou descontentamento com o fato de Esacheu ter lançado o nome da atual vice-governadora Simone Tebet (PMDB) para concorrer ao governo do Estado em 2014.

Na disputa pela indicação, também está o prefeito de Campo Grande, Nelsinho Trad (PMDB), que é irmão de Fábio e Marquinhos Trad.

Após a declaração de Esacheu, Fábio Trad afirmou que Simone deve se prevenir do pé frio do presidente do PMDB. Por sua vez, Esacheu Nascimento rebateu que “melhor pés frios e limpos do que quentes e sujos”.

Nesta terça-feira, na Assembleia Legislativa, Marquinhos afirmou que vai interpelar judicialmente Esacheu Nascimento. “Que ele dê nome aos bois”, disparou. O deputado estadual justifica que o presidente do PMDB tem fama de pé frio pelas passagens no comando do Operário e da Santa Casa de Campo Grande.

Alvo das críticas, Esacheu Nascimento alega que reagiu após ser agredido na rede social. “Não é vítima aquele que inicia a agressão”, afirmou, por meio de nota. Ele também declarou os comentários na internet.

“Quando externei minha preferência a ter os pés frios na neve limpa do que tê-los quentes e sujos da má política, usei de figura de linguagem não atribuindo, em momento algum ao deputado, qualquer adjetivação”, salienta Esacheu.

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