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Campo Grande, Terça-feira, 12 de Dezembro de 2017

29/05/2016 11:39

MS busca investimentos de novo governo para a região de fronteira

Leonardo Rocha
A vice-governadora, Rose Modesto, diz que já existe uma articulação junto a União (Foto: Alcides Neto)A vice-governadora, Rose Modesto, diz que já existe uma articulação junto a União (Foto: Alcides Neto)

O governo estadual articula junto a União, novos investimentos na região de fronteira, principalmente para segurança pública. A intenção é negociar com o novo ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, escolhido pelo presidente em exercício, Michel Temer (PMDB).

“Com a troca de governo o nosso secretário (José Carlos Barbosa) já teve uma agenda pedindo ao novo ministro (Alexandre de Moraes) ações em relação à fronteira. Nos preocupa muito este assunto, porque não tivemos nenhum investimento da União na nossa gestão, o que traz consequências”, disse a vice-governadora, Rose Modesto (PSDB), nesta manhã (29), no Centro de Convenções Albano Franco.

Modesto ponderou que as Forças de Segurança do Estado estão fazendo o trabalho que cabe a Polícia Federal. “Nós já buscamos agenda, com esta mudança de administração esperamos que o novo governo tenha um olhar diferente, com mais atenção para Mato Grosso do Sul”.

Ela ainda citou a fronteira seca do Estado com os países vizinhos, entre eles o Paraguai e Bolívia. “A nossa situação é diferente do restante do País, o DOF (Departamento de Operações de Fronteiras) trabalha praticamente sozinho, ainda investimos em tecnologia, programa de monitoramento, mas cada polícia tem sua função específica”.

Outra reclamação do governo estadual é sobre os presídios de Mato Grosso do Sul, que tem 40% de seus detentos vindos de fora do Estado. De acordo com o diretor-presidente da Agepen (Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciários), Ailton Stropa, a maioria é encarcerada por tráfico de drogas.

Ele revelou que dos 15.240 presos, 6 mil são de fora de Mato Grosso do Sul. Por esta razão o governador Reinaldo Azambuja (PSDB) já anunciou que estuda acionar a Justiça Federal, para buscar mais verbas, que irão atender esta sobrecarga ocasionada por crimes internacionais.



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