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Política

Nelsinho cogita Carlos Marun e Moka para suplência na disputa ao Senado

Definição depende da autorização do TSE para realização de coligação cruzada

Por Fernanda Palheta | 29/07/2026 12:45
Nelsinho cogita Carlos Marun e Moka para suplência na disputa ao Senado
Ex-ministro do governo Michel Temer, Carlos Marun e o ex-sanador Waldemir Moka, ambos do MDB (Fotos: Reprodução)

A uma semana para o fim do período de convenções partidárias, que oficializam as candidaturas e coligações, o senador Nelsinho Trad (PSD) ainda não definiu os nomes que irão compor sua chapa na 1ª e 2ª suplências. Entre os cotados estão o ex-ministro-chefe da Secretaria de Governo do Brasil, Carlos Marun (MDB), e o ex-senador Waldemir Moka (MDB).

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O senador Nelsinho Trad (PSD) ainda não definiu os suplentes de sua chapa ao Senado, com uma semana para o fim das convenções partidárias. Os cotados são o ex-ministro Carlos Marun e o ex-senador Waldemir Moka, ambos do MDB. A definição enfrenta entraves jurídicos, pois o MDB apoiará Riedel, coligado com partidos que já têm candidatos ao Senado. O TSE analisa se coligações cruzadas são permitidas quando dois senadores são eleitos por estado.

"É a última mexida. Tem que ter muita calma, conciliar capital político, área de representatividade, regionalidade", ponderou Nelsinho ao Campo Grande News na manhã desta quarta-feira (29). O senador compara a definição dos suplentes com o momento de entrada de padrinhos em um casamento. "Quando já está na fila para entrar e coloca o cravo no paletó, é a última peça do traje do padrinho. Os suplentes são como o cravo", exemplificou.

Segundo ele, os nomes das lideranças do MDB surgiram como opção após o partido declarar apoio à sua candidatura como segundo voto para o Senado. "O MDB decidiu que vai me apoiar. Está no radar não só o nome do Marun, mas o Moka também é um nome aventado pela sua atuação no agro", descreveu Nelsinho.

O fechamento da chapa esbarra em um entrave jurídico, já que o MDB fechou apoio à reeleição do governador de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel (PP), e entrará na coligação com a federação UP (União Brasil e PP), PL, PSDB e Republicanos. O grupo já tem dois pré-candidatos ao Senado, o ex-governador Reinaldo Azambuja (PL) e o ex-deputado estadual Renan Contar, o Capitão Contar (PL).

De acordo com o TSE (Tribunal Superior Eleitoral), não são permitidas "coligações cruzadas". Se o partido A se coligou com o partido B para governador, deve seguir essa mesma aliança para o Senado ou lançar candidatura própria isolada.

O entendimento é resultado do julgamento de uma consulta pública de 2022. A Corte, por unanimidade, entendeu que há obrigatoriedade de que os partidos coligados na chapa de governo tenham o mesmo candidato na chapa majoritária para o Senado. A discussão voltou para o TSE no final do ano passado, com uma nova consulta pública apresentada pela Executiva Nacional do Republicanos.

No novo questionamento encaminhado à Justiça Eleitoral, o partido traz para a equação o fato de que, neste ano, a disputa pelo Senado será por duas cadeiras em cada estado. A análise foi distribuída em novembro e será analisada pela ministra Estela Aranha.

A expectativa é que uma nova decisão saia nos próximos dias. À reportagem, Marun reforçou que o MDB é simpático à ideia de apoiar Nelsinho na corrida pelo Senado. "Neste sentido, o partido poderia indicar os suplentes e meu nome foi cogitado. Isto muito me honra. Todavia, existem entraves legais para que o partido se coligue formalmente com Nelsinho para o Senado, haja vista que se coligará com Riedel, que já tem dois candidatos a senador", disse.

O ex-ministro ainda relatou que está em Brasília para acompanhar de perto o resultado das consultas feitas ao TSE.

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