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Campo Grande, Terça-feira, 15 de Outubro de 2019

10/05/2019 18:41

Nelsinho propõe debate sobre indenizações em tragédia da Chapecoense

Senador de MS diz que famílias das vítimas foram "desprezadas, desamparadas" pelas autoridades.

Humberto Marques
Nelsinho (à esquerda) propôs debate após ser procurado por familiares das vítimas de acidente. (Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado)Nelsinho (à esquerda) propôs debate após ser procurado por familiares das vítimas de acidente. (Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado)

O presidente da CRE (Comissão de Relações Exteriores) do Senado, Nelsinho Trad (PSD), propôs e viu o colegiado aprovar a realização de audiência para discutir a situação das famílias vítimas da tragédia do voo da Chapecoense, ocorrida há pouco mais de dois anos – quando a aeronave com a delegação do clube, que disputaria a final da Copa Sul Americana contra o Atlético Nacional de Medellín, na Colômbia, caiu em 29 de novembro de 2016, causando a morte de 71 pessoas.

O senador sul-mato-grossense alega que, desde então, não houve indenizações às famílias ou mesmo providências tomadas pelos países envolvidos – a aeronave pertencia a uma companhia aérea da Bolívia.

“Fui procurado recentemente pela associação dos familiares das vítimas do voo da Chapecoense e ouvi um relato estarrecedor, no sentido do total desprezo, desamparo, principalmente no que tange ao reparo, se é que ele existe, das indenizações e até mesmo de um conforto que as autoridades que estão envolvidas nessa tragédia, não só do Brasil, mas também de Bolívia e Colômbia, devem fazer”, afirmou Nelsinho.

Ele apresentou requerimento à CRE requerimento para realização da audiência a fim de tentar esgotar o assunto “e, mais do que isso, para que os familiares das vítimas do acidente possam ter os danos reparados”.

A aeronave da empresa Lamia deixou Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia, rumo a Medellín, mas caiu em uma montanha pouco antes de pousar no Aeroporto José María Córdova. Nelsinho destacou que, na audiência, pretende buscar avanços com os países envolvidos acerca das indenizações. A data da reunião será agendada para os próximos dias.

Segundo o Estadão, a Chapecoense alega ter fechado acordo com 20 das 43 famílias que ingressaram com ações, e 13 das 27 ações trabalhistas resultaram em acordo. Porém, questões como o seguro da companhia aérea –cujo proprietário e piloto morreu no acidente, supostamente em uma tentativa de se economizar combustível– carecem de esclarecimentos.

Nelsinho lembrou que, além de jogadores, jornalistas e funcionários da Chape, como o roupeiro, estavam a bordo. O presidente do clube, Plinio David de Nes Filho, da Associação dos Familiares, Fabienne Belle, e representantes do Ministério da Cidadania e da Confederação Sul-Americana de Futebol devem participar do debate, assim como autoridades de aviação boliviana e colombiana.

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