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Campo Grande, Segunda-feira, 21 de Outubro de 2019

25/09/2019 11:29

Para justificar apoio a Bolsonaro no Congresso, Vander diz que votou errado

Vander Loubet votou “sim” a vetos de Bolsonaro na Lei de Abuso de Autoridade, mas diz ser completamente a favor de projeto

Anahi Zurutuza
Vander Loubet (PT) durante discurso na Câmara dos Deputados (Foto: Câmara dos Deputados/Arquivo)Vander Loubet (PT) durante discurso na Câmara dos Deputados (Foto: Câmara dos Deputados/Arquivo)

Alvo da Operação Lava-Jato, o deputado Vander Loubet (PT) surpreendeu ao dar voto favorável aos vetos do presidente Jair Bolsonaro (PSL) à Lei de Abuso de Autoridade na noite de ontem (24), mas logo se explicou. O parlamentar disse que na verdade houve um erro.

“O voto foi feito por meio de cédula de papel distribuída pelas lideranças dos partidos. Alguns parlamentares do PT receberam por engano cédulas com o voto "sim" (a favor dos vetos presidenciais). Parte desses parlamentares conseguiram corrigir as cédulas para registrar o voto "não" (contra os vetos presidenciais). Infelizmente, não consegui corrigir a minha cédula, o que causou o registro favorável aos vetos, situação semelhante pela qual passou meu colega de bancada Rogério Correia (PT-MG)”, informou em nota.

O deputado disse que tentará reverter a situação, embora o “sim” tenha sido voto vencido. Nessa terça-feira, o Congresso Nacional derrubou 18 dos 33 pontos vetados pelo presidente à lei que prevê, por exemplo, pena de um a quatro anos de detenção para os juízes que decretarem a prisão de réus em “desacordo com as hipóteses legais”. O ponto havia sido vetado, mas voltou ao texto por decisão dos deputados.

“Reitero aqui minha posição favorável, já assumida anteriormente nas votações da Câmara, à Lei do Abuso de Autoridade, que, como o próprio nome diz, tem o objetivo de combater abusos”, completou.

A lei foi alvo de críticas por parte de magistrados e procuradores. Eles alegam que a legislação é uma forma de intimidar as categorias e beneficia quem comete crime e quer fica impune.

O projeto surgiu por consequência de supostas arbitrariedades cometidas ao longo da Operação Lava Jato.

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