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Campo Grande, Sexta-feira, 18 de Agosto de 2017

08/04/2014 17:20

Parte da oposição vê necessidade de superar paralisia da OAB-MS

Josemil Arruda
Bastos considera que todos foram derrotados com decisão da OAB nacional (Foto: arquivo)Bastos considera que todos foram "derrotados" com decisão da OAB nacional (Foto: arquivo)

O advogado Alexandre Bastos, que integra a oposição tanto ao presidente da seccional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-MS) quanto aos dirigentes que fizeram a “renúncia coletiva”, defende a necessidade de se buscar uma saída para que a entidade volte a funcionar efetivamente em defesa da advocacia sul-mato-grossense.

“A preocupação nossa no dia de hoje é com o futuro da OAB nesse período de um ano e meio que temos pela frente. Estamos com a entidade parada e precisamos dela em movimento. Todo mundo já cansou desse episódio”, afirmou Bastos esta tarde.

Para ele, todo mundo saiu “derrotado” com a decisão de ontem do Conselho Federal da OAB, em Brasília, que decidiu manter Júlio Cesar na presidência da seccional e convocou eleição para os demais quatro cargos da diretoria dentro de 60 dias.

“É hora de passar uma régua e fazer a entidade caminhar”, defendeu o ex-candidato oposicionista à presidência da OAB-MS. Indagado se seria, então, o momento de se buscar um acordo com Júlio Cesar, o oposicionista recuou: “Ainda é algo muito avançado fazer isso”.

Dissidência e eleição – Na opinião de Alexandre Bastos, como os dissidentes da diretoria e do Conselho Seccional fizeram a “renuncia coletiva” estão, logicamente, impedidos de disputar a eleição suplementar convocada pelo OAB nacional para daqui a 60 dias. “Como eles poderiam participar de um novo pleito?”, questionou Bastos.

Os renunciantes, para Bastos, pecaram nessa escolha de sair da entidade. “Não se pode comprometer a entidade. Renúncia acaba sendo desrespeitosa. Se o presidente errou, que se continuasse o processo ético”, defendeu o oposicionista, lembrando que na OAB nacional continua correndo o processo contra Júlio Cesar por causa das tratativas contratuais com o então prefeito de Campo Grande, Alcides Bernal (PP), cassado dia 12 de março.

Quanto à possibilidade de “boicote” à eleição, como demonstração de insatisfação com a decisão do Conselho Federal, Bastos considerou inicialmente como uma “alternativa interessante”. Em seguida, porém, ressalvou: “Eu não pregaria isso, porque iria prolongar a crise”.

 




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