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Campo Grande, Segunda-feira, 11 de Dezembro de 2017

26/05/2011 12:51

Pecuarista de MS rebate acusações e nega envolvimento em caso de Campinas

Fabiano Arruda

O empresário e pecuarista sul-mato-grossense José Carlos Bumlai, que teria sido citado como alvo de investigação no caso Sanasa (Sociedade de Abastecimento de Água e Saneamento S/A), em Campinas (SP), rebateu acusações veiculadas na imprensa nacional nesta semana sobre seu envolvimento no escândalo e garantiu que não vai ao município campinense há pelo menos seis anos.

Segundo informações de matéria publicada pela Agência Estado nesta quinta-feira, Bumlai é citado em escuta telefônica que pegou um advogado e Luiz Castrillon de Aquino, delator das fraudes. Na conversa gravada, Aquino diz que Bumlai estaria interessado em fazer delação premiada para “proteger Lula”. Ele cita o nome do empresário Italo Barioni, do grupo brasileiro Contem, em Campinas, usada por um amigo do ex-ministro José Dirceu (Casa Civil) na aquisição da Contem Canada Inc.

“Não conheço estas pessoas, não tenho ligação com prefeitura de lugar algum. Estou perplexo com tudo isso”, explicou.

“Meu advogado está tomando as providências cabíveis e o assunto será esclarecido. Não quero falar mais para não comprometer minha defesa”, complementou.

Ainda conforme a reportagem da Agência Estado, o MPE/SP (Ministério Público Estadual) chegou a pedir mandado de busca e apreensão nos endereços de Bumlai, amigo e do ex-presidente Lula.

Ao decretar a prisão de 20 suspeitos, na sexta feira, o juiz Nelson Augusto Bernardes, da 3.ª Vara Criminal de Campinas, pediu "maiores esclarecimentos" quanto à necessidade inclusive da detenção do empresário.

Os promotores do Gaeco, grupo que investiga crime organizado e corrupção, estão convencidos de que Bumlai está envolvido no suposto esquema de fraudes em Campinas.

"Alguns diálogos telefônicos demonstraram que Ítalo Barioni, supostamente agindo em nome de Bumlai, tentou colher informações junto a Aquino a respeito da delação premiada", assinala relatório da promotoria.

"Aparentemente, o intuito seria preservar a ligação do empresário com o outrora presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mas não se afasta a possibilidade da investida ser mais uma tentativa de descobrir o teor das informações prestadas por Aquino e comprometer a continuidade da investigação”, diz outro trecho, publicado pela Agência Estado.

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