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Campo Grande, Terça-feira, 12 de Dezembro de 2017

20/10/2014 12:30

PF coloca todo efetivo na eleição e fica alerta sobre compra de votos

Leonardo Rocha
Superintendente da Polícia Federal, Edgar Marcon, diz que está em alerta sobre compra de votos nesta reta final de campanha (Foto: Marcelo Calazans)Superintendente da Polícia Federal, Edgar Marcon, diz que está em alerta sobre compra de votos nesta reta final de campanha (Foto: Marcelo Calazans)

A Polícia Federal irá disponibilizar todo o efetivo, de 600 agentes, para trabalhar e ficar a disposição da Justiça Eleitoral de Mato Grosso do Sul, no segundo turno. De acordo com o superintendente da PF, Edgar Marcon, o principal foco das ações será no combate a compra de votos, com ações de fiscalização e apuração de denúncias.

"Nós estamos em alerta, existem muitos boatos sobre ações de compra de votos nesta reta final de campanha, vamos fiscalizar com afinco as denúncias que chegarem até nós e para isto teremos que ter o apoio da população", afirmou Marcon.

De acordo com o superintendente, as denúncias estão centralizadas no TRE-MS (Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul), mas em casos de delito de flagrante, a Polícia Federal pode ser acionada. "Nesta situação a população pode e deve nos ligar, estamos a disposição e podemos ir a campo fazer este flagrante", apontou ele.

A população pode acionar o link do site da Justiça Eleitoral, "Web Denúncia", para fazer o relato tanto de compra de votos, como de outras irregularidades na eleição, mas também, em caso de flagrante, podem ligar para Polícia Federal, em Campo Grande, através do telefone: (67) 3368-1100. Se for no interior, deve entrar em contato com unidade da PF, da cidade correspondente.

"Até o momento a eleição está muito tranquila, mas precisamos ficar atentos a todos os movimentos neste final de eleição, por enquanto não houve nenhum caso confirmado, as denúncias não estão chegando até nós, mas esperamos receber este contato direto para fazer a checagem na hora", explicou ele.

Transporte - A Polícia Federal também vai fiscalizar novamente a eleição nas aldeias, com reforço de agentes nestes locais, para que a eleição seja tranquila como no primeiro turno. "Teremos servidores nas aldeias em Sidrolândia, Miranda, Ponta Porã, Dourados e Naviraí, além dos outros locais, faremos o monitoramento eficaz".

Marcon ainda lembrou que, no primeiro turno, não houve nenhum registro de transporte irregular na Capital e no interior, mas que novamente vai existir um trabalho de fiscalização para coibir esta prática. "Esperamos que neste segundo turno também não exista problemas".

Fakes - O superintendente da PF citou que as investigações sobre os fakes da internet ainda estão em andamento, pois exige uma série de ações como quebra de sigilo, contato direto e dados das provedoras da internet. "Nós já estávamos preparados para que acontecessem estes casos, pois certamente as redes sociais iriam ser usadas de todas as formas nesta eleição".

Denúncias - De acordo com o levantamento do TRE-MS, até o momento foram realizadas 375 denúncias a Justiça Eleitoral, ficando a propaganda nas mídias eletrônicas na liderança, com 89 ocorrências. Depois aparece a colocação de cavaletes, faixas e cartazes em vias públicas, de forma irregular, com 84 casos. Já a compra de votos fica na terceira colocação, com 59 denúncias, faltando apenas seis dias para o término das eleições.



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