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Campo Grande, Sexta-feira, 15 de Dezembro de 2017

11/08/2009 16:21

Prefeito reduz custeio e próprio salário devido à crise

Redação

O prefeito de Bandeirantes, Flávio Adreano Gomes (PR), reduziu o próprio salário, do vice, dos secretários e dos cargos comissionados em 20% na tentativa de cortar gastos e driblar a crise financeira que assola os municípios de Mato Grosso do Sul e de todo o País.

Outras medidas também foram tomadas pelo prefeito, como redução do horário de atendimento, visando economia de energia, água e material de escritório, além de demissões de comissionados e até corte no fornecimento de alguns serviços.

O "pacotão" de redução de custeio foi aprovado hoje pela Câmara de Vereadores da cidade e é retroativo, passado a valer a partir de 1º de agosto. Com o dinheiro economizado, o prefeito espera quitar a folha de pagamento, que está atrasada, e fazer uma programação de pagamento dos prestadores de serviço.

Flávio Adreano vai procurar estes fornecedores para propor uma redução no valor dos contratos, por pelo menos quatro meses. Quem não quiser aderir, poderá deixar de ser prestador de serviços para a prefeitura.

Com a redução nos salários, o prefeito, que ganha hoje R$ 9.400, passará a receber R$ 7.520. Já o vice-prefeito, Rui Barbosa dos Santos (PT), que ganha hoje R$ 4.700, passará a receber R$ 3.760.

Os oito secretários municipais de Bandeirantes deixarão de receber R$ 2.350 para ganhar R$ 1.880.

Os cerca de 40 funcionários comissionados da prefeitura, que recebem salários que variam entre R$ 560 e 1.500, também sofrerão corte de 20% em seus vencimentos.

O prefeito de Bandeirantes esclareceu que a arrecadação do município é de R$ 900 mil mensais. Somente a folha de pagamento consome a metade deste valor. O resto, é gasto com custeio, não sobrando nada para investimento em infra-estrutura da cidade.

A idéia é economizar pelo menos R$ 50 mil por mês com o pagamento da folha. Ao todo, o prefeito pretende poupar de 25% a 30% todo mês com a redução de custos.

Ele também espera que o governador André Puccinelli (PMDB) se sensibilize com a situação caótica das prefeituras e envie um socorro emergencial. O assunto, inclusive, já foi levado a ele pelo presidente da Assomasul (Associação dos Municípios de Mato Grosso do Sul), Beto Pereira (PMDB).

O prefeito de Bandeirantes alertou que a falta de dinheiro não permite nem mesmo que o município dê a contrapartida ao receber recursos federais para investimento.

Flávio Adreano comentou que a cidade recebeu R$ 3 milhões da União, mas quando a verba for liberada, não haverá condições de dar a contrapartida para execução de obras de drenagem e asfaltamento.

Ele espera recuperar a boa imagem do município, depois de tantos problemas políticos e administrativos pelos quais passou Bandeirantes.

Também destacou a instalação de uma empresa de confecções até o início de janeiro. A empresa Labele, do sudoeste paranaense, deve gerar de 60 a 100 empregos diretos na cidade.

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