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Política

Prefeitura buscou Salute para firmar contrato de R$ 4,3 milhões, diz dono

Por Edivaldo Bitencourt e Helton Verão | 12/08/2013 15:37
Após ignorar duas convocações, Érico foi à CPI (Foto: Helton Verão)
Após ignorar duas convocações, Érico foi à CPI (Foto: Helton Verão)

Um dos sócios da Salute Distribudora de Alimentos, Érico Chezini Barreto, afirmou, em depoimento na CPI do Calote da Câmara Municipal, que a microempresa, criada no dia 1º de abril deste ano e com capital social de R$ 50 mil, foi procurada pela gestão de Alcides Bernal (PP), para firmar o contrato emergencial no valor de R$ 4,3 milhões. Ela foi contratada sem licitação.

Érico está prestando depoimento na comissão desde às 14h30 de hoje. Ele disse que a empresa foi criada há pouco tempo, junto com Aldoir Luiz Szizeski. Ao ser indagado para descrever a empresa, ele foi curto e direto: que foi criada em 1º de abril.

Barreto contou que o grupo se propôs a participar de um pregão para entregar alimentos para os centros de educação infantil, mas o certame foi suspenso.

No entanto, mesmo a empresa existindo há menos de três meses, ela acabou contemplada com o contrato milionário. O prefeito não explicou porque optou por um grupo novo e desconhecido para comprar merenda para a prefeitura.

Sem condições – Contudo, a empresa não tem condições de atender o contrato. Na tarde de hoje, na Câmara Municipal, a Salute admitiu que o serviço foi terceirizado para uma outra empresa, denominada Bornholdt, de Ênio Roberto Bornholdt.

Érico Barreto justificou a terceirização porque o grupo não possui caminhões. No entanto, a Salute tem duas sedes, uma administrativa e outra operacional.

Inicialmente, a Salute deu dois "bolos" na CPI do Calote. Barreto alegou que não tinha motivo para reclamar da prefeitura, porque os pagamentos são feitos em dia.

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