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Política

Preso por 23 dias, vereador teve R$ 14,7 mil descontados do salário por faltas

Parlamentar recebeu R$ 3.616,08 de salário referente ao mês em que esteve preso

Por Jhefferson Gamarra | 08/05/2024 14:45
Claudinho Serra durante sesão na Câmara Municipal (Foto: Divulgação/CMCG)
Claudinho Serra durante sesão na Câmara Municipal (Foto: Divulgação/CMCG)

Ausente de sete sessões legislativa na Câmara Municipal de Campo Grande, durante os 23 dias que passou atrás das grades, sob a acusação de liderar esquema milionário de corrupção em Sidrolândia, o vereador Cláudio Jordão de Almeida Serra, o "Claudinho Serra" (PSDB), teve R$ 14.771,31 descontados do salário por falta.

Conforme consta no portal da transparência da Câmara Municipal, os vereadores têm direito ao salário bruto de R$ 18.991,69 para uma jornada mensal de 180 horas. Além dos descontos por faltas, Claudinho Serra teve descontado no holerite o valor de R$ 409,68 a título de INSS e outros R$ 194,64 de Imposto de Renda. Sendo assim, o parlamentar recebeu R$ 3.616,08 de salário referente ao mês em que esteve preso.

Holerite do parlamentar publicado no portal da transparência (Imagem: Reprodução)
Holerite do parlamentar publicado no portal da transparência (Imagem: Reprodução)

Faltando apenas três sessões para perder o mandato, o vereador foi colocado em liberdade condicional com uso de tornozeleira eletrônica e em seguida apresentou à Câmara um atestado médico de 30 dias, alegando estar "psicologicamente abalado" para voltar ao trabalho legislativo. Ele explicou que testemunhou uma morte na prisão, o que o afetou profundamente, necessitando de tratamento.

Sobre os dias que o parlamentar faltou ao serviço, o presidente da Casa de Leis, Carlos Augusto Borges, o Carlão (PSB), já havia adiantado que seriam descontados e o período em que ficar de atestado seriam “bancados” pela Câmara.

"Nós vamos receber o atestado médico, vamos abrir um processo e o nosso procurador vai ver se ele fica 15 dias (pago) pela Câmara e 15 dias pelo INSS, isso é questão de procuradoria. Mas como ele recebe com subsídio, não é salário, deve ficar tudo pela Câmara mesmo”, explicou Carlão.

Prisão - Claudinho foi preso no dia 3 de abril, alvo da 3ª fase da Operação Tromper, que desvendou esquema de corrupção por meio de fraude em licitações para a obtenção de contratados milionários com a Prefeitura de Sidrolândia. O tucano, antes de ser vereador na Capital, foi secretário de Fazenda no município do interior governado pela sogra, a prefeita Vanda Camilo (PP).

O MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul) denunciou 22 pessoas por envolvimento no esquema fraudulento. A acusação alega que o grupo tinha “atuação predatória e ilegal”, agindo com “gana e voracidade”.

Na lista de investigados estão os três considerados chefes do esquema: "Claudinho Serra", o empresário Ricardo José Rocamora Alves e Ueverton da Silva Macedo, o “Frescura”.

Na denúncia ofertada pelo Gecoc (Grupo Especial de Combate à Corrupção) e 3ª promotoria de Sidrolândia, Claudinho Serra foi denunciado por associação criminosa, fraudes em contrato e em licitação pública, peculato e corrupção passiva; Rocamora por fraude em licitação e corrupção ativa, assim como “Frescura”, também acusado de peculato.

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