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Política

Processante pode modificar fim de ano de Bernal e vereadores

Por Kleber Clajus | 19/12/2013 09:07
Fechamento de relatório deve modificar comemorações de Ano Novo de Bernal e vereadores (Foto: Marcos Ermínio / Arquivo)
Fechamento de relatório deve modificar comemorações de Ano Novo de Bernal e vereadores (Foto: Marcos Ermínio / Arquivo)

O relatório da Comissão Processante, previsto para ser entregue até o dia 27 de dezembro, pode obrigar o prefeito de Campo Grande, Alcides Bernal (PP), e os vereadores a trabalhar durante o recesso. Isso porque com o encerramento dos trabalhos deve ser agendada uma sessão de julgamento para definir pelo arquivamento de denúncia sobre “fabricação de emergências” ou cassar o mandato do progressista por improbidade administrativa.

De acordo com o presidente da comissão, vereador Edil Albuquerque (PMDB), o prefeito tem até segunda-feira (23) para encaminhar a defesa por escrito, após deixar de depor por três vezes sobre denúncia de suposta “fabricação de emergências” em sua administração.

“Ele criou expectativa de que viria com fatos novos, mas não cumpriu. Agora vamos trabalhar, principalmente no dia 24, para fechar o relatório e encaminhar até sexta-feira (27) para o presidente da Câmara, Mario Cesar, agendar a sessão de julgamento”, pontua Edil que assegura seguir “ritos e prazos” na conclusão dos trabalhos.

Na sessão de julgamento, que pode ocorrer no dia 30 de dezembro e no mais tardar entre os dias 2 e 3 de janeiro, será concedida uma nova oportunidade para que Bernal rebata em duas horas o conteúdo do relatório final da Processante.

Cada vereador também terá espaço para expressar sua opinião em 15 minutos e, em seguida, tem início a votação nominal sobre o parecer da comissão que pode indicar o arquivamento ou a cassação do mandato de Bernal.

No segundo caso, o prefeito precisaria de no mínimo 10 votos para se livrar da perda do mandato. Contudo, ele conta com o apoio de seis vereadores, sendo eles Marcos Alex (PT), Ayrton Araújo (PT), Zeca do PT, Gilmar da Cruz (PRB), Luiza Ribeiro (PPS) e Derly dos Reis, o Cazuza (PP). Já o engenheiro Edson Shimabukuro (PTB), que pode reforçar o grupo, condiciona seu apoio à nomeação de novo diretor-presidente indicado para a Agetran (Agência Municipal de Trânsito) indicado por ele.

A sessão de julgamento, de acordo com Mario Cesar (PMDB), não é remunerada.

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