Processante pode modificar fim de ano de Bernal e vereadores

O relatório da Comissão Processante, previsto para ser entregue até o dia 27 de dezembro, pode obrigar o prefeito de Campo Grande, Alcides Bernal (PP), e os vereadores a trabalhar durante o recesso. Isso porque com o encerramento dos trabalhos deve ser agendada uma sessão de julgamento para definir pelo arquivamento de denúncia sobre “fabricação de emergências” ou cassar o mandato do progressista por improbidade administrativa.
De acordo com o presidente da comissão, vereador Edil Albuquerque (PMDB), o prefeito tem até segunda-feira (23) para encaminhar a defesa por escrito, após deixar de depor por três vezes sobre denúncia de suposta “fabricação de emergências” em sua administração.
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“Ele criou expectativa de que viria com fatos novos, mas não cumpriu. Agora vamos trabalhar, principalmente no dia 24, para fechar o relatório e encaminhar até sexta-feira (27) para o presidente da Câmara, Mario Cesar, agendar a sessão de julgamento”, pontua Edil que assegura seguir “ritos e prazos” na conclusão dos trabalhos.
Na sessão de julgamento, que pode ocorrer no dia 30 de dezembro e no mais tardar entre os dias 2 e 3 de janeiro, será concedida uma nova oportunidade para que Bernal rebata em duas horas o conteúdo do relatório final da Processante.
Cada vereador também terá espaço para expressar sua opinião em 15 minutos e, em seguida, tem início a votação nominal sobre o parecer da comissão que pode indicar o arquivamento ou a cassação do mandato de Bernal.
No segundo caso, o prefeito precisaria de no mínimo 10 votos para se livrar da perda do mandato. Contudo, ele conta com o apoio de seis vereadores, sendo eles Marcos Alex (PT), Ayrton Araújo (PT), Zeca do PT, Gilmar da Cruz (PRB), Luiza Ribeiro (PPS) e Derly dos Reis, o Cazuza (PP). Já o engenheiro Edson Shimabukuro (PTB), que pode reforçar o grupo, condiciona seu apoio à nomeação de novo diretor-presidente indicado para a Agetran (Agência Municipal de Trânsito) indicado por ele.
A sessão de julgamento, de acordo com Mario Cesar (PMDB), não é remunerada.