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Campo Grande, Quarta-feira, 16 de Agosto de 2017

18/05/2017 08:30

Procuradoria pede prisão de Aécio Neves e STF afasta senador

Irmã e primo foram presos pela Polícia Federal

Mayara Bueno
Senador Aécio Neves (PSDB). (Foto: Agência Brasil/Arquivo).Senador Aécio Neves (PSDB). (Foto: Agência Brasil/Arquivo).

A PGR (Procuradoria Geral da República) pediu a prisão do senador Aécio Neves (PSDB-MG), logo após ter sido afastado do Senado nesta quinta-feira (18). Tudo isso ocorre depois de acusações do empresário Joesley Batista lhe pedir dinheiro em meio às investigações da Operação Lava Jato.

As informações são da Agência Estado. O ministro Edson Fachin, do STF (Supremo Tribunal Federal), decidiu submeter ao plenário da Corte máxima o pedido de prisão do senador. A PF (Polícia Federal) cumpre 18 mandados nas casas e gabinetes de Aécio.

Um primo e irmã dele, Andréa Neves, também foram presos preventivamente nesta manhã. Frederico Pacheco de Medeiros, teria sido filmado recebendo R$ 2 milhões a mando de Joesley.

Além do gabinete no Senado, os policiais estão nos apartamentos de Aécio em Belo Horizonte e no Rio de Janeiro, além da fazenda dele, em Cláudio (MG). Também há medidas judiciais sendo cumpridas contra Frederico Pacheco de Medeiros, primo do senador, apontado por Joesley como intermediário para o pagamento de R$ 2 milhões ao congressista.

Há ainda mandados sendo cumpridos no gabinete em Brasília, na casa e no escritório de Zezé Perrella em Belo Horizonte, fora endereços de um contador e de empresas ligadas a ele.

Aécio foi gravado pedindo R$ 2 milhões para Joesley, segundo informou O Globo ontem. Segundo a reportagem, a PF também filmou o recebimento do dinheiro, entregue a um primo de Aécio, e ainda descobriu que o valor foi depositado em uma empresa do também tucano e senador mineiro Zeze Perrela.

Já quanto sua relação com o PT, Joesley teria dito que seu contato com o partido era o ex-ministro da Fazenda, Guido Mantega, que também era quem negociava o valor das propinas a serem distribuídas para petistas e aliados, além de interesses da JBS no BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social).




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