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Campo Grande, Quarta-feira, 13 de Dezembro de 2017

07/04/2016 10:37

Protestos a favor e contra 'lei da mordaça' lotam plenário da Câmara

Vereadores interromperam a sessão por várias vezes para acalmar ânimos

Mayara Bueno e Alberto Dias
A favor do projeto, procurador defende efetivação da 'lei da mordaça' nas escolas. (Foto: Alberto Dias)A favor do projeto, procurador defende efetivação da 'lei da mordaça' nas escolas. (Foto: Alberto Dias)
Manifestantes lotam Câmara nesta quinta-feira (7).(Foto: Alberto Dias)Manifestantes lotam Câmara nesta quinta-feira (7).(Foto: Alberto Dias)

Grupos favoráveis e contrários à ‘lei da mordaça’ lotam o plenário da Câmara Municipal, nesta quinta-feira (7). Com gritos de apoio e protesto, os manifestantes dividem a casa de leis, inclusive, fazendo com os vereadores interrompessem a sessão por mais de uma vez.

A chamada ‘lei da mordaça’ se refere ao projeto aprovado pelo Legislativo Municipal, que restringe a discussão de sexualidade, política e religião nas escolas. A proposta polêmica havia provocado, até agora, reações públicas contrárias – diversos movimentos e entidade dos professores pedem ao prefeito de Campo Grande, Alcides Bernal (PP), o veto total. Bernal, por sua vez, já se manifestou pela proibição do projeto.

Nesta manhã, carregando uma cruz, o procurador do Estado, Marcelo Gimenes, defendeu a manutenção do projeto, ao dizer que “professor não tem liberdade de expressão em sala de aula”. Para ele, o assunto discutido na escola tem de se ater ao conteúdo técnico que o professor exerce. “Opinião pessoal é abuso de autoridade. Esse projeto de lei é proteção da consciência das crianças”, acrescentou.

Na outra parte da casa de leis, há manifestantes contra o projeto e consequente pedido de veto do prefeito. Movimentos de professores e estudantes que estão hoje já haviam ido à Câmara na terça-feira (5). Para a professora de história da UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul), a proposta é um retrocesso "do princípio democrático" e todo avanço na educação, fazendo segregar ainda mais e tolher a liberdade.

"Como vai ensinar história sem falar de politica e religião? Historicamente todo extremismo gerou violência. Nós temos um plano nacional de direitos humanos e como vamos trabalhar sem falar de minoria, sem falar de negros e deficientes", questiona.

Anteriormente, o próprio prefeito disse que, embora ainda não tivesse lido o projeto, a ideia contida nele lembrava a ditadura militar, indicando, depois confirmando, o veto. A proibição ainda não foi publicada no Diário Oficial de Campo Grande, instrumento que oficializará o ato. No entanto, mesmo com o veto, os vereadores podem decidir derrubar, fazendo assim, a matéria ganhar validade. Nestes casos, o meio que resta é tentar derrubar novamente e definitivamente na Justiça.



vejo que cada vez o absurdo e maior nas escolas cada vez perde mais seu principal papel que e ensinar. recebe restrições e abuso do legislativo, pois não poder rezar e restringir o que pode ou não falar em sala de aula e trágico porem para fazer a escola um centro assistencialista ai pode, pois onde se vacina meninas contra o HPV esta tudo bem mais falar de sexualidade ai não pode e colocar foto do ex prefeito nas secretarias da escola pode mais falar de politica não, isso e pura hipocrisia ao invés de elaborar projetos para atender as criança da educação infantil que estão fora da escola por não haver onde colocar tanta criança ficam nesse debate fictício, se querem melhor a educação invistam nela e não criem caso com os agentes que atuam nela.
 
wblj em 08/04/2016 08:56:50
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