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Política

Puccinelli continua como principal nome do PMDB para 2018, diz Mochi

Executiva estadual se reúne na quinta para definir futuro do partido

Por Kleber Clajus | 15/11/2017 14:42
O ex-governador André Puccinelli obteve liminar para deixar a prisão nesta quarta-feira (15) (Foto: Arquivo/Marcos Ermínio)
O ex-governador André Puccinelli obteve liminar para deixar a prisão nesta quarta-feira (15) (Foto: Arquivo/Marcos Ermínio)

Mesmo depois da prisão preventiva do ex-governador André Puccinelli, durante a quinta fase da Operação Lama Asfáltica, ele permanece como principal aposta do PMDB para as eleições de 2018. A informação é do deputado e presidente estadual da sigla, Junior Mochi.

Beneficiado por liminar do desembargador Paulo Fontes, do Tribunal Regional Federal da 3ª Região, Puccinelli será convidado a participar, na quinta-feira (16), de reunião da executiva do partido. Caberá a ele decidir se assume a presidência e se será candidato, segundou diz o atual presidente da legenda.

“Vamos ter uma conversa sobre sua manutenção na presidência da executiva ou se elege o novo diretório na convenção de sábado e depois a comissão executiva”, explicou Mochi, ao reforçar que “hoje o partido tem no André a principal liderança e nome para 2018”.

Ao avaliar o impacto das investigações em uma futura candidatura, o atual presidente do diretório disse que o “episódio” deve ser avaliado com cautela e medido por pesquisas de opinião, sem que haja nessas reflexos do “calor do impacto” das denúncias e prisão.

O ex-governador estaria envolvido em suposta organização criminosa que, conforme a Polícia Federal, causou prejuízo de R$ 235 milhões aos cofres públicos. Em sua quinta fase, a Lama Asfáltica recebeu a alcunha de Papiros de Lama e teve por base a delação premiada de Ivanildo da Cunha Miranda, empresário e pecuarista operador do esquema de propina.

Não é a primeira vez que Puccinelli é alvo desta operação. Na fase passada, a Justiça determinou a colocação de tornozeleira eletrônica no peemedebista, que foi governador por duas vezes (2007 a 2014) e tinha planos de se candidatar novamente em 2018.

Prisão - As investigações da Polícia Federal apontam R$ 235 milhões em desvios e que o ex-governador era quem comandava o esquema de recebimento de propinas, cujo operador era Ivanildo Miranda, pecuarista que delatou Puccinelli à Justiça.

Além de Puccinelli e o filho, Jodascil Gonçalves Lopes e João Paulo Calves foram presos de forma preventiva, que é a detenção que dura por tempo indeterminado. Ontem à tarde, em audiência de custódia, a Justiça Federal determinou a continuidade das prisões.

Conforme o advogado que defende Jodascil e João Paulo, André Borges, ainda está sendo avaliado se o pedido de revogação da prisão de seus clientes será direto na Justiça Federal ou no TRF (Tribunal Regional Federal), instância superior.

O advogado Antonio Claudio Mariz de Oliveira, que também representa Puccinelli, entrou com habeas corpus para revogar a prisão do ex-governador e de André Puccinelli Júnior. O pedido foi protocolado no TRF (Tribunal Regional Federal) da 3ª Região, instância superior à Justiça Federal, que determinou as prisões preventivas dos dois.

Conforme consta no processo do Tribunal Regional, o responsável por analisar o habeas corpus será o desembargador Paulo Fontes. Pedido foi anexado na tarde de terça-feira.

Os Puccinelli passaram a noite na cela 17 do Centro de Triagem, que já “hospedou” presos conhecidos, como o procurador aposentado Carlos Alberto Zeolla, o ex-deputado federal Edson Giroto (preso justamente em fase anterior da Operação Lama Asfáltica), o ex-prefeito Gilmar Olarte e o empresário João Amorim.