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Política

Reinaldo aposta no municipalismo e quer levar modelo de gestão ao Senado

Ex-governador afirma que experiência de parceria com os 79 municípios será a base de sua atuação em Brasília

Por José Cândido | 05/06/2026 09:08
Reinaldo aposta no municipalismo e quer levar modelo de gestão ao Senado
Pré-candidato ao Senado, Reinaldo Azambuja defende o fortalecimento dos municípios e afirma que pretende levar ao Congresso Nacional a experiência de parceria com as prefeituras desenvolvida durante seus oito anos à frente do Governo de Mato Grosso do Sul.

O ex-governador Reinaldo Azambuja (PL), pré-candidato ao Senado Federal, pretende transformar em bandeira de campanha uma das marcas de seus oito anos à frente do Governo de Mato Grosso do Sul: o municipalismo. A proposta é defender no Congresso Nacional uma maior descentralização dos recursos públicos, ampliando a participação dos municípios na arrecadação federal e fortalecendo a capacidade das prefeituras de investir em áreas essenciais.

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O ex-governador Reinaldo Azambuja (PL), pré-candidato ao Senado, quer levar o municipalismo como bandeira de campanha, defendendo maior descentralização de recursos públicos para os municípios. Ele propõe revisar o pacto federativo, fortalecer o FPM e reduzir a burocracia para convênios federais, argumentando que apenas 18% dos impostos chegam às cidades, enquanto 58% ficam na União.

Segundo Reinaldo, a experiência acumulada durante a gestão estadual mostrou que os principais desafios enfrentados pela população estão diretamente nas cidades e exigem respostas rápidas e investimentos permanentes. Para ele, fortalecer os municípios significa melhorar serviços públicos, impulsionar a economia local e gerar oportunidades para a população.

“A convivência diária com prefeitos, vereadores e lideranças locais mostrou que o município precisa ser valorizado. Governei sem olhar partido político de prefeito. Onde havia necessidade, o Estado esteve presente, aplicando mais de R$ 8 bilhões nos municípios. É essa visão municipalista, de parceria e respeito às cidades, que quero levar para o Senado”, afirmou.

Entre as prioridades defendidas pelo ex-governador está a revisão do pacto federativo, tema recorrente entre gestores municipais de todo o país. Reinaldo argumenta que a maior parte da arrecadação tributária permanece concentrada na União, enquanto os municípios assumem responsabilidades cada vez maiores na prestação de serviços públicos.

“Quero ser o senador dos municípios, lutando para trazer mais recursos federais para a ponta, onde as pessoas vivem e precisam dos serviços públicos. Hoje, cerca de 58% dos impostos pagos no país ficam em Brasília. Apenas 18% chegam aos municípios. Quem conhece a realidade das cidades sabe que é nelas que os problemas precisam ser resolvidos”, destacou.

A defesa do municipalismo voltou ao centro do discurso político do ex-governador durante agenda realizada no último fim de semana em Rio Brilhante. Ao lado do governador Eduardo Riedel (PSDB), Reinaldo participou de vistorias em obras de infraestrutura e saúde e ouviu do prefeito Lucas Foroni o reconhecimento ao modelo de gestão baseado na parceria entre Estado e municípios.

Segundo Foroni, a estratégia adotada em Mato Grosso do Sul contribuiu para acelerar investimentos e ampliar a capacidade de execução das prefeituras. O município, por exemplo, está próximo de alcançar a universalização da pavimentação urbana, resultado atribuído à cooperação entre as administrações estadual e municipal.

Caso seja eleito senador, Reinaldo afirma que pretende concentrar sua atuação em quatro eixos principais: reforma do pacto federativo, fortalecimento do Fundo de Participação dos Municípios (FPM), redução da burocracia para liberação de emendas e convênios federais e ampliação dos investimentos em infraestrutura urbana, saúde regionalizada e desenvolvimento econômico local.

A proposta busca levar para o cenário nacional um modelo de gestão que marcou os últimos anos da política sul-mato-grossense e que, segundo o ex-governador, continua produzindo resultados. “O municipalismo não é discurso. É uma prática de gestão que transformou cidades e melhorou a vida das pessoas. É essa experiência que quero levar para o Senado Federal”, concluiu.