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Política

Reinaldo diz que “perguntas” o levaram à política e ao “Pensando MS”

Por Zemil Rocha | 19/10/2013 15:30
Reinaldo conversando com Delcídio durante o 1º seminário do "Pensando MS"
Reinaldo conversando com Delcídio durante o 1º seminário do "Pensando MS"

O coordenador do “Pensando MS”, deputado federal Reinaldo Azambuja, revelou na manhã deste sábado, durante o 1º encontro regional do projeto, na Câmara de Aquidauana, que começou a participar da política devido a “perguntas” e que estas também o levaram a querer saber as necessidades e expectativas dos sul-mato-grossenses. Lembrou, porém, que o “Pensando MS” nasceu após o sucesso do “Pensando Campo Grande”, que quase o levou ao segundo turno da disputa pela prefeitura da Capital no ano passado.

“As perguntas movem o mundo”. Com esse provérbio popular, Reinaldo Azambuja começou seu discurso de lançamento do projeto “Pensando MS”, revelando, a seguir, que foi exatamente uma “pergunta” que o motivou a ingressar na política. Passou, então, a narrar sua trajetória.

“Eu via desmandos em Maracaju, insatisfação”, contou o Reinaldo, que exerceu seu primeiro cargo público justamente como prefeito de Maracaju. Revelou que sentiu naquela ocasião que havia um clamor por mudanças. Avaliando que “quando as coisas não estão boas devemos fazer nos mesmos”, Azambuja filiou-se a um partido, o PSDB, e aceitou o “desafio de trabalha com ética” junto com outros companheiros pelo desenvolvimento do município.

Como não entendia de política, Reinaldo disse que procurou o cientista político Eron Brum, em Campo Grande, para buscar esclarecimentos. “Perguntei a ele como fazer política séria, diferente”, rememorou-se o deputado. A resposta foi que ele “tinha que ouvir as pessoas”.

Para saber o que as pessoas queriam em Maracaju, o então candidato a prefeito relata que foi “de porta em porta”, com a esposa, para perguntar os que as pessoas almejavam para a cidade. Seis mil pessoas teriam sido ouvidas. “Essa forma de fazer política, desde então, norteou a minha vida”, afirmou o parlamentar.

Pensando Campo Grande – Depois da experiência bem-sucedida em Maracaju e já como deputado federal, Reinaldo Azambuja entendeu que deveria fazer novamente “perguntas” ao povo, mas agora em Campo Grande. “Em 2012, na Capital, não tínhamos como ir de porta a porta e aí lançamos o ‘Pensando Campo Grande’. Montamos uma equipe que ouviu as pessoas, fez pesquisa qualitativa”, contou.

Tirou desse levantamento seu plano de governo para Campo Grande. “Fim da corrupção, aplicação correta de recursos, transparência total, planejamento estratégico. As pessoas diziam isso”, apontou Reinado, observando que foram as mesmas reivindicações que quase um ano depois, em junho de 2013, manifestantes levaram para as ruas das cidades brasileiras, no maior movimento popular espontâneo da história do País. “Os protestos nas ruas diziam as mesmas coisas que pregamos na campanha eleitoral”, afirmou o tucano.

Pensando MS – Lamentando que o Estado foi uma “promessa de desenvolvimento que não se concretizou por falta de planejamento”, Reinaldo Azambuja informou que o projeto “Pensando MS” pode ser um instrumento que Mato Grosso do Sul atinja seu objetivo histórico.

Após apresentar números sobre o Estado, como o PIB que é quase metade do de Mato Grosso e a queda no ranking econômico brasileiro, o deputado federal passou a apresentar as conseqüências dessa situação nas várias regiões de Mato Grosso do Sul.

Afirmou que a região Norte está abandonada, com estradas ruins e com produção sem crescimento significativo; que o Sudeste tem potencial turístico não aproveitado; que no Bolsão só Três Lagoas se enriqueceu, mas não se conseguiu contagiar as demais cidades; que a região da Grande Dourados sofreu com a má gestão administrativa; que a Fronteira está cansada de promessas não cumpridas, como a do porto seco e ainda vive o drama da insegurança; e que o Pantanal ainda sofre com o isolamento e tem problemas ambientais.

Passou, na sequência, a explicar o “Pensando MS”, que visa ouvir as pessoas e apresentar a vontade popular em formato de programa de governo. “Focar problemas e buscar soluções que potencializem recursos e vocações”, definiu o deputado. A intenção, segundo ele, é elaborar programa estratégico para Mato Grosso do Sul que corrija distorções de crescimento.

“Quando a base econômica de uma região é construída para dinamizar forças entre municípios e pensada estruturalmente de forma a integrar intercâmbios entre regiões vizinhas, o desenvolvimento do Estado se torna sistêmico, progressivo e sólido”, defendeu Reinaldo Azambuja.

O tucano ressaltou que o “Pensando MS” já está em andamento há algum tempo, apesar de só agora começaram os encontros regionais, nove até março de 2014. “Mais de 40 cidades já foram visitadas por nossa equipe”, informou o parlamentar, acrescentando que as redes sociais (Facebook e Twitter) também estão sendo utilizados não só para o debate, mas também para troca de ideias.

Primeiro seminário – No primeiro seminário regional do “Pensando MS”, realizado neste sábado, o coordenador Reinaldo Azambuja revelou dados da região da Aquidauana, que engloba também os municípios de Anastácio, Miranda, Bodoquena e Dois Irmãos do Buriti. “Nossas equipes realizaram primeira rodada de entrevistas para saber o que as pessoas querem nesses municípios, foram de casa em casa, fazendo entrevista qualitativa”, explicou. Representantes de entidades, ambientalistas, professores, empresários e outras categorias também foram ouvidos. “Fizemos seis mil entrevistas na região”, disse.

Veja alguns dos resultados preliminares apresentados por Reinaldo Azambuja foram os seguintes: A população deve contribuir para melhoria da ações públicas? 89% disseram que sim e 11% não; Eu gostaria de participar? 81% disseram sim e 19% não; Qual o principal problema na região? 96% disseram que é a saúde, principalmente falta de médicos e exames; e qual o maior potencial e vocação da região? Turismo, mineração e pecuária foram as três áreas mais citadas.

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