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Campo Grande, Domingo, 20 de Agosto de 2017

12/12/2016 11:40

Reinaldo não acredita que delação prejudique votação de reformas

Governo diz que denúncias não vão atrapalhar o Congresso

Leonardo Rocha
Reinaldo concede entrevista, ao final de evento no auditório da Governadoria (Foto: Edemir Rodrigues- Assessoria)Reinaldo concede entrevista, ao final de evento no auditório da Governadoria (Foto: Edemir Rodrigues- Assessoria)

O governador Reinaldo Azambuja (PSDB) não acredita que a delação do ex-vice-presidente de Relações Institucionais da empreiteira Odebrecht, Cláudio Melo Filho, irá prejudicar o andamento e votação das reformas, no Congresso Nacional. O tucano aguarda aprovação das mudanças na previdência, para apresentar seu próprio projeto no Estado.

"Não acredito (delação) que irá prejudicar, pois até o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, se disse atônito com a revelação do conteúdo da delação", disse o tucano, durante agenda em comemoração aos 37 anos da Agraer (Agência de Desenvolvimento Agrário e Extensão Rural), no auditório da Governadoria.

Reinaldo avalia que apesar das denúncias, os deputados e senadores devem manter o bom andamento do Congresso Nacional. Neste momento, o governo federal conta com a PEC dos Gastos Públicos no Senado, já em fase bem adiantada, além da reforma da previdência, que está na Câmara Federal e deve passar por discussões, emendas e modificações.

Os senadores Pedro Chaves (PSC) e Simone Tebet (PMDB) também entendem que apesar do "desgaste natural" com a opinião pública, os projetos considerados prioritários pela União, devem seguir seu ritmo natural de discussão e votação, sem prejuízos maiores. Eles também admitiram que a reforma da previdência é a que ainda está em fase inicial de análise.

Delação - O ex-vice-presidente de Relações Institucionais da empreiteira Odebrecht, Cláudio Melo Filho, teria afirmado em delação na Operação Lava Jato, que a empresa gastou pelos menos R$ 88 milhões em propina, caixa dois e doações legais, para campanha de 48 políticos, entre 2006 e 2014.

De acordo com a Folha de São Paulo, entre os políticos citados, estaria o presidente da República, Michel Temer (PMDB), assim como os senadores Renan Calheiros (PMDB), Romero Jucá (PMDB), Eunício de Oliveira (PMDB) e até o ex-parlamentar, Delcídio do Amaral (PT).

Ainda constam nesta lista, o atual presidente da Câmara Federal, Rodrigo Maia (DEM), o ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB) e ex-ministros Geddel Vieira Lima (PMDB-BA) e Jaques Wagner (PT), o último da gestão Dilma Rousseff (PT).

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