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Campo Grande, Terça-feira, 22 de Agosto de 2017

11/12/2016 15:59

Senadores de MS dizem que delação não atrapalha reformas no Congresso

Parlamentares admitem desgaste ao presidente Michel Temer

Leonardo Rocha
Simone acredita que delação vai prejudicar projetos de Temer no Congresso (Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado)Simone acredita que delação vai prejudicar projetos de Temer no Congresso (Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado)
Pedro Chaves diz que reformas são indispensáveis ao País (Foto: Moreira Mariz/Agência Senado)Pedro Chaves diz que reformas são indispensáveis ao País (Foto: Moreira Mariz/Agência Senado)

Os senadores de Mato Grosso do Sul, Simone Tebet (PMDB) e Pedro Chaves (PSC), disseram que a delação premiada do ex-executivo da Odebrecht, Cláudio Melo Filho, que cita o presidente, Michel Temer (PMDB) e mais 47 políticos, em suposto pagamento de propina, não deve atrapalhar as votações das reformas, no Congresso Nacional.

Simone ponderou que em relação a PEC dos Gastos Públicos, que está no Senado Federal, ela não acredita que esta delação (premiada), vai atrapalhar a aprovação, pois segundo ela, se trata de um "mal temporário", necessário ao País neste momento. Ainda detsca que o assunto pode ser alterado daqui 10 anos.

Sobre a reforma da previdência, que está na Câmara dos Deputados, a senadora alega que além da delação (premiada), a própria proposta já traz um "desgaste" ao presidente, mas que o texto pode ser alterado.

"Ela (reforma) é necessária, mas ainda está muito rigorosa, precisamos rever os 49 anos de contribuição, assim como pensão para viúva e idade mínima para mulher".

Pedro Chaves (PSC) também avalia que esta "delação", não deve mudar os rumos de projetos que já adiantados no Congresso Nacional, como a PEC que limita os gastos públicos, para os próximos 20 anos. "Esta matéria é a vida e morte do País, pois precisamos conter o déficit que é muito grande".

Sobre a reforma da previdência, o senador lembra que a matéria ainda vai sofrer emendas e alterações, porém acredita será aprovada. "As reformas são indispensávis, na minha avaliação se trata de um projeto maior que o próprio governante".

Chaves diz que Temer deve "sofrer desgaste" com a opinião pública, mas que caberá à Justiça definir se a delação será válida. "O governo vai ter que mostrar estrutura para enfrentar esta situação, mas é preciso aguardar a posição do STF (Supremo Tribunal Federal)".

Entramos em contato com o senador Waldemir Moka (PMDB), coordenador da bancada federal do Estado, mas ele não atendeu as ligações.

Delação - O ex-vice-presidente de Relações Institucionais da empreiteira Odebrecht, Cláudio Melo Filho, teria afirmado em delação na Operação Lava Jato, que a empresa gastou pelos menos R$ 88 milhões em propina, caixa dois e doações legais, para campanha de 48 políticos, entre 2006 e 2014.

De acordo com a Folha de São Paulo, entre os políticos citados, estaria o presidente da República, Michel Temer (PMDB), assim como os senadores Renan Calheiros (PMDB), Romero Jucá (PMDB), Eunício de Oliveira (PMDB) e até o ex-parlamentar, Delcídio do Amaral (PT).

Ainda constam nesta lista, o atual presidente da Câmara Federal, Rodrigo Maia (DEM), o ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB) e ex-ministros Geddel Vieira Lima (PMDB-BA) e Jaques Wagner (PT), o último da gestão Dilma Rousseff (PT).

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