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Campo Grande, Quarta-feira, 20 de Março de 2019

01/01/2019 13:20

Renúncia de Marun ao cargo de deputado federal é publicada em Diário Oficial

Ex-minsitro da Secretaria de Governo retornaria ao mandato, porém, assumirá cadeira no Conselho de Administração da Itaipu Binacional

Humberto Marques
Marun abriu mão do final do mandato no Congresso para assumir vaga na Itaipu Binacional. (Foto: Naiara Pontes/Segov/Arquivo)Marun abriu mão do final do mandato no Congresso para assumir vaga na Itaipu Binacional. (Foto: Naiara Pontes/Segov/Arquivo)

A Câmara dos Deputados publicou nesta terça-feira (1º) edição de Diário Oficial que traz o pedido de renúncia do agora ex-deputado federal Carlos Marun (MDB). Licenciado do cargo para responder pela Secretaria de Governo da Presidência da República –cargo equivalente ao de ministro–, ele deixa o mandato no Congresso para assumir assento no Conselho de Administração da Itaipu Binacional, posto para o qual foi nomeado pelo presidente Michel Temer.

A nomeação de Marun foi confirmada na semana passada. Ele terá mandato no órgão até maio de 2020, em substituição a Frederico Matos de Oliveira –que renunciou ao cargo. Com a indicação, o ex-deputado sul-mato-grossense pretende conciliar os trabalhos com a advocacia. Ao Campo Grande News, havia antecipado disposição de se afastar da política, ao menos momentaneamente.

O conselho da Itaipu Binacional é formado por seis brasileiros e seis paraguaios. A estimativa é de que o salário beire os R$ 27 mil.

A renúncia ao mandato de deputado federal foi protocolada em 28 de dezembro de 2018 e acatada pelo presidente da Câmara, Rodrigo Maia. O mandato de Marun iria até 1º de fevereiro de 2019. Sua substituição, porém, causou polêmica: seu suplente imediato, o deputado federal eleito Fábio Trad (PSD), assumirá a cadeira de Tereza Cristina (DEM), que na quarta-feira (2) assume o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento do presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), que toma posse nesta tarde.

Sucessão – O segundo suplente é o vereador de Dourados e deputado estadual eleito Marçal Filho (PSDB), que descartou assumir o mandato-tampão afirmando ser “imoral” a destinação de salários e outros benefícios que, em um mês, custariam cerca de R$ 100 mil ao erário. Ex-parlamentar federal, Marçal questionou, inclusive, a necessidade de convocações até o início dos novos mandatos: embora reconheça a previsão constitucional para tanto, contestou o chamado de suplentes em um período no qual sequer podem ser apresentados projetos.

O chamado dos suplentes, porém, deve-se à necessidade de mobilização do Poder Legislativo em caso de emergências. Com a desistência de Marçal, o ex-coordenador da Defesa Civil de Mato Grosso do Sul, Isaías Bittencourt (PRB), que disputou a eleição de 2014 para a Câmara e ficou na lista de suplentes, assumirá a vaga.

Outro suplente a ser convocado é o ex-vereador e ex-secretário de Direitos Humanos da Prefeitura de Campo Grande, Ademar Vieira Junior, o Coringa (PSD), que responderá como suplente pela cadeira hoje ocupada por Luiz Henrique Mandetta (DEM), que também renuncia ao mandato para integrar o ministério de Bolsonaro, na pasta da Saúde.



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