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Campo Grande, Terça-feira, 12 de Dezembro de 2017

22/02/2016 11:49

Resultado parcial indica derrota de Evo Morales em referendo de reeleição

Antonio Marques
Grupo de bolivianos comemoram possível derrota do presidente Evo Morales na Praça 14 de Setembro, em La Paz, na noite desse domingo, após início da contagem dos votos no referendo (Foto: divulgação site La Prensa)Grupo de bolivianos comemoram possível derrota do presidente Evo Morales na Praça 14 de Setembro, em La Paz, na noite desse domingo, após início da contagem dos votos no referendo (Foto: divulgação site La Prensa)

A Bolívia foi às urnas neste domingo em um referendo, convocado para decidir pela modificação ou não de artigo da Constituição do país que determina que presidentes do país só podem concorrer a uma reeleição. Com 72,5% de votos apurados, o TSE (Tribunal Supremo Eleitoral) do país anunciou que o "não" vencia com 56,5%, enquanto a opção pelo "sim" chegava a 43,2%. Pode ser a primeira derrota do presidente Evo Morales em 10 anos de mandato.

Conforme estimativas de institutos de pesquisa de opinião, o percentual do voto "não" deverá ficar entre 51% e 52,3%, segundo o site da BBC Brasil.

A consulta teve como objetivo verificar se os bolivianos estão de acordo com uma mudança na Constituição para que Morales possa se candidatar nas eleições presidenciais de 2019. Ao todo, 6,5 milhões de pessoas estavam habilitadas a votar.

O presidente pretende concorrer e prorrogar sua estadia no poder até 2025. Caso seja derrotado no referendo, sua gestão irá até janeiro de 2020. Morales iniciou seu governo em janeiro de 2006 - e cumpriu uma década no poder no mês passado.

Porta-vozes do governo da Bolívia descartavam uma declaração oficial sobre o referendo na madrugada de segunda-feira, devido à margem apertada na votação. Afirmavam que havia uma situação de "empate técnico". Líderes da oposição, por outro lado, já deram declarações celebrando os resultados do referendo.

Em entrevista coletiva em La Paz, o vice-presidente da Bolívia, Álvaro García Linera, disse que projeção do instituto Ipsos Mori indicava um "claríssimo empate técnico eleitoral" e que "metade do povo boliviano optou pela modificação da Constituição".

Para o vice-presidente, as comemorações (da oposição) são prematuras - ele disse que os números iriam se modificar de "maneira drástica", porque as pesquisas não consideram votos no exterior e de comunidades rurais, onde o governismo, disse ele, "sempre tem maior pontuação".

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