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Política

Se projeto for aprovado, agressor poderá ser monitorado por vítimas de violência

Projeto de lei foi protocolado pelo deputado federal Fábio Trad (PSD) na Comissão dos Direitos da Mulher

Por Gabrielle Tavares | 30/06/2022 16:57
Deputado federal Fábio Trad (PSD), que protocolou o projeto. (Foto: Divulgação/Assessoria de imprensa)
Deputado federal Fábio Trad (PSD), que protocolou o projeto. (Foto: Divulgação/Assessoria de imprensa)

Projeto protocolado no Congresso sugere que vítimas de violência doméstica, que tenham medidas protetivas de urgência, possam monitorar em tempo real a localização de seus agressores.

O PL nº 1781/22 é de autoria do deputado federal Fábio Trad (PSD), que apresentou a proposta na Comissão dos Direitos da Mulher, da Câmara dos Deputados.

“Ao dispor da localização em tempo real, as vítimas poderão sentir-se mais seguras e acionar, antecipadamente, as forças de segurança pública para a sua proteção. Entendemos que essa é uma providência mais do que necessária e também urgente para a melhoria da segurança das vítimas”, relatou o parlamentar.

Em seu texto, Trad citou dados do Instituto Datafolha, encomendada pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, onde mostram que uma em cada quatro mulheres acima de 16 anos afirma ter sido vítima de algum tipo de violência durante a pandemia da covid-19 no Brasil.

O levantamento mostra que, no total, foram cerca de 17 milhões de mulheres (24,4%) vítimas de violência física, psicológica ou sexual no último ano.

Em Mato Grosso do Sul, Campo Grande News já noticiou que são duas mulheres entrando para as estatísticas de agressões a cada hora só em 2022, de acordo com estatísticas da Sejusp (Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública). Só nos cinco primeiros meses do ano foram 8.712 mulheres que denunciaram ser vítimas de violência doméstica no Estado.

“Quando o juiz determina que o agressor não se aproxime da mulher, nem sempre há condições de verificar o cumprimento dessa medida. Nossa proposta, então, colabora no sentido de permitir o monitoramento eletrônico desses agressores e que a localização possa ser conhecida pelas vítimas”, acrescenta.

A proposta ainda entrará em tramitação na Casa de Leis.

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