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Política

Secretário deverá explicar à Câmara fala sobre “boicote” de servidores

Ulisses Rocha terá reunião com vereadores na quinta-feira (14) após comentar a falta de medicamentos em postos

Por Mylena Fraiha | 12/05/2026 13:35
Secretário deverá explicar à Câmara fala sobre “boicote” de servidores
Secretário Ulisses Rocha durante coletiva de imprensa realizada na Câmara Municipal neste ano (Foto: Mylena Fraiha/Arquivo).

O secretário de Governo e Relações Institucionais da Prefeitura, Ulisses Rocha, terá que explicar na Câmara Municipal a fala polêmica em que afirmou que servidores da Sesau (Secretaria Municipal de Saúde) estariam “sabotando” o abastecimento de medicamentos nas unidades de saúde de Campo Grande.

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A Câmara Municipal de Campo Grande rejeitou, por 20 votos contrários e quatro favoráveis, requerimento que pedia explicações do secretário Ulisses Rocha sobre afirmação de que servidores da Sesau estariam sabotando o abastecimento de medicamentos nas unidades de saúde. Uma reunião com o secretário foi agendada para quinta-feira (14), antes da sessão ordinária.

O pedido para que o secretário fosse ouvido surgiu após discussão entre vereadores da oposição e da base da prefeita Adriane Lopes (PP) durante a sessão desta terça-feira (12). O debate começou depois que a vereadora Luiza Ribeiro (PT) colocou em votação um requerimento pedindo explicações sobre as declarações feitas por Ulisses em entrevista concedida à Rádio FM Cidade 97.

Conforme apontado no requerimento, Ulisses declarou que “tem aí hoje mais de 80% dos medicamentos entregues dentro das unidades de saúde” e que “o que existe também é muito boicote dentro das próprias unidades, de servidores sabotando a administração”. A fala ocorre em meio a denúncias de falta de medicamentos nas unidades de saúde da Capital, situação noticiada pelo Campo Grande News desde o ano passado.

“É muito grave a afirmação feita pelo secretário. Por isso, a convocação dele para estar aqui na Câmara é fundamental, para que justifique e esclareça exatamente o que está acontecendo. Primeiro, se essa fala tem fundamento em algum processo administrativo instaurado pela Prefeitura, que indique o nome, a unidade, a data e qual medicamento teria sido negado pelo servidor. Ele precisa vir aqui e dar essas justificativas”, disse Luiza ao defender o requerimento.

Antes da votação, o pedido de requerimento deixou o líder da prefeita, vereador Beto Avelar (PP), indignado. Ele classificou a iniciativa como “politicagem”. “O Ulisses disse que já existe procedimento aberto contra servidor. Agora, se a gente for começar a fazer política, se eu não me engano, a eleição é só em outubro”, afirmou.

Secretário deverá explicar à Câmara fala sobre “boicote” de servidores
Placar de votação do requerimento com 20 votos contrários e 4 favoráveis (Foto: Mylena Fraiha).

Ele também defendeu que Ulisses é "acessível" e frequenta constantemente a Câmara Municipal. Beto finalizou dizendo que conversou com o secretário e marcou uma reunião para a próxima quinta-feira (14), antes da sessão ordinária, que ocorre às 9h.

Outros vereadores, como Professor Riverton (PP), Dr. Victor Rocha (PSDB), Neto Santos (Republicanos), Herculano Borges (Republicanos), Ronilço Guerreiro (Podemos), Flávio Cabo Almi (PSDB), Junior Coringa (MDB), Carlão (PSB), Wilson Lands (Avante) e André Salineiro (PL) disseram que votariam contra o requerimento porque já havia uma reunião marcada com o secretário na quinta-feira.

“Caso o secretário não venha — embora ele já tenha se prontificado — aí cabe uma convocação. Mas o primeiro passo é o convite. Então, considero desnecessário um documento com esse conteúdo, até porque o secretário Ulisses é um dos que mais está presente nesta Casa”, disse Herculano.

O requerimento foi rejeitado por 20 votos contrários e quatro favoráveis. Além de Luiza Ribeiro, votaram a favor os vereadores Maicon Nogueira (PP), Jean Ferreira (PT) e Landmark.

“Contratos estão deixando de ser pagos, mas no almoxarifado há medicamentos. Só que, nas farmácias das unidades, eles não chegam. Então eu acredito que, de fato, precisamos de uma CPI da saúde para entender o que está acontecendo com essa falta de medicamentos”, disse Landmark ao defender a instauração de uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) sobre a saúde municipal.

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