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Campo Grande, Domingo, 17 de Dezembro de 2017

03/02/2011 12:18

Siufi manda para procuradoria jurídica projetos que libera shows e adia votação

Ana Maria Assis
Vereadores Flávio César, Paulo Siufi e Herculano Borges não assinaram pela votação do projeto. (Foto: João Garrigó)Vereadores Flávio César, Paulo Siufi e Herculano Borges não assinaram pela votação do projeto. (Foto: João Garrigó)

A votação do projeto de lei municipal que modifica a Lei Complementar do Silêncio a fim de liberar os shows no Parque Laucídio Coelho foi adiada para a sessão da Câmara de Vereadores de terça-feira (7). Mesmo com a presença de Francisco Maia, presidente da Acrissul (Associação dos Criadores de Mato Grosso do Sul), convencendo a maioria dos vereadores a assinarem para que o projeto fosse votado em regime de urgência urgentíssima ainda hoje (3), o presidente da Casa de Leis, Paulo Siufi (PMDB), não assinou pela votação do projeto e, ainda, encaminhou o documento para vistoria da procuradoria jurídica da Casa, que tem 48 horas para revisar a lei antes de ser votada.

“Estamos em uma Casa de Leis, e não em uma panela de pressão”, disse Siufi.

Chico Maia se mostrou indignado com a decisão da Câmara. O clima ficou tenso nos bastidores, e ele chegou desabafar com o vereador Athayde Neri (PPS) que tentava amenizar o conflito, “o que adianta se eles todos estão contra a gente, isso é um absurdo”, dizia Maia, enquanto Athayde tentava explicar que talvez fosse melhor que a votação acontecesse na terça-feira.

“Convenceram os vereadores, mas esqueceram do principal”, comentou o vereador Clemêncio Ribeiro (PMDB), se referindo à decisão da presidência da Câmara. Para que um projeto seja votado em regime de urgência urgentíssima são necessárias as assinaturas de 14 parlamentares, nos últimos momentos para que o projeto fosse votado, Mario Cezar (PPS) e Ribeiro assinaram completando o número. João Rocha (PSDB), Rose (PSDB), Herculano Borges (PSC), Flávio César (PT do B) e Jamal Salem (PTB) não assinaram, enquanto Airton Saraiva (DEM) não compareceu hoje com falta justificada.

Paulo Siufi argumentou que a lei do silêncio não pode ser desqualificada às pressas e sem discussão. Ele ainda lembrou que existem outros eventos na cidade, como o Show da Virada, da Tv Morena, e que a lei não pode privilegiar um segmento e ignorar outro. “Este assunto tem que ser amplamente discutido”.

Para o presidente da Casa de Leis, o poder público deve procurar outras alternativas para resolver a questão levando em conta as residências da região que são “reféns” do barulho. “Uma opção seria um Termo de Ajustamento de Conduta, firmado com promotores de eventos, Ministério Público, Acrissul e Prefeitura, para dar um prazo de dois anos, por exemplo, para que os eventos fiquem de acordo com a Lei ou para que construam o espaço de show em outro lugar”, opinou Siufi.

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A posição do vereador Paulo Siufi adiando a votação da proposta de modificação da chamada "Lei do Silêncio" para melhor estudo, merece aplausos, pois possibilitará que a propositura seja discutida mais amplamente com todos segmentos organizados da sociedade, através de Audiência Pública, ensejando o seu aperfeiçoamento para disciplinar a realização de outros eventos artísticos ou culturais que têm acontecido em diversos locais da cidade, os quais da mesma forma como acontece no Parque Laucídio Coelho, têm tirado a tranqüilidade e sossego dos moradores circunvizinhos, em decorrência da alta propagação do som.
 
oscar mendes em 04/02/2011 03:31:52
Não posso acreditar que isso ta acontecendo, tantas outras muito mais importante para serem votadas, e o presidente do parque quer mudar no grito.
Deveria ser feito uma consulta publica para saber a opnião dos moradores adjacentes ao PARQUE antes de votar, ta ai uma sugestão Sr Presidente da Camara, já dexaria o Sr em vantagem na corrida a Prefeitura 2013.

 
Carla Cintra em 03/02/2011 05:16:51
Acho excelente a opção do Presidente da casa Paulo Siuf, muito justa, acho muito injusta a proibição sem nenhuma opção de fuga, sem opção de lugar para a realização dos eventos que alegram nossa cidade, e muito em cima da hora da exposição que acontecerá,acho que em abril?! Tem que haver um prazo de reorganização e de adaptação para que possa ser transferida a festa mais esperada do ano para nossa cidade!!!
 
WANIZE BATISTA em 03/02/2011 04:46:12
Está parecendo que a justiça está agindo mal por decretar o cumprimento da lei e o legislativo agindo heroicamente para mudar (na verdade, descumprir a qualquer custo) a lei, para satisfazer os interesses meramente econômicos de uma minoria. Chega de Show no Parque!!!!
 
ALDO BARBOSA DE ANDRADE em 03/02/2011 04:30:01
vereador paulo siufi vc esta certissimo esses baderneiros acham que podem tudo ate mesmo querendo que façam uma lei para ser beneficiado e os moradores da regiao nao contam para eles sao meros vizinhos que nao contam com nem uma cabeça de boi para doar para seu chico maia
 
paulo costa em 03/02/2011 04:11:06
Que me desculpa os que tem bom senso e vergonha na cara,mas legislar para alguns oportunistas e se esquecer do eleitor é bem o papel de alguns políticos,parabéns SIUFI o cidadão campograndense agradece o que você esta fazendo por êle.
 
NILSON FRANCO DE OLIVEIRA em 03/02/2011 04:08:58
O verdadeiro político é aquele que bem representa o povo. Felizmente o presidente de nossa Câmara Municipal, acompanhado por outros edis que também não se intimidaram com as pressões externas, podemos analisar e repensar uma solução que contemple os anseios de toda, repito toda, população de Campo Grande, quanto ao direito de silêncio nas horas de descanso noturno.
 
Mário Soares em 03/02/2011 03:50:16
Excelente a postura do vereador Siufi. Por causa de meia dúzia de empresários, alguns vereadores "admitem" ser coagidos, ou sei lá mais o quê, para que concordem com a Lei da Barulheira. Vereador tem que lutar pelo interesse coletivo, e não a favor de poucos que visam lucrar muito. Já imaginaram o Parque Laucídio Coelho tendo como vizinho um condomínio que, hoje em dia é o estacionamento do mesmo? Onde vão parar esses veículos? Com certeza criar-se-á mais um problema além da barulheira e bagunça atuais. Modificar uma lei para beneficiar empresários, e assim prejudicar toda uma comunidade é pra acabar. Agora sei a que se prestam alguns vereadores! Homem do povo é aquele que não "baixa a crista" pra grandão.
 
adalberto rebelo em 03/02/2011 03:14:55
Essa mudança na lei é incostituicional, pois fere o artigo 19° inciso III da Constituição Federal de 1988, que veda a União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios criar distinções entre brasileiros ou preferências entre si, pois quando a lei do silêncio permite o barulho no carnaval este é genérico ou seja é em qualquer parte da cidade resalvado os hospitais, e afins e não um local especifico de particular que é o parque acrissul dos fazendeiros criadores de gado do MS.Parabéns ao presidente da cámara e aos demais vereadores que não assinaram esse projeto.
 
Pedro Fernandes em 03/02/2011 02:53:49
Por que não se faz uso do som levando em consideração os decibeis permitidos para o ambiente? O que não pode é grande parte da população no entorno do parque ter que ficar sem dormir à noite por conta do barulho exagerado. O povo não pode ficar fora da discussão.
 
José Basto em 03/02/2011 02:46:13
Concordo com o Nobre Edil Presidente daquela casa de leis ,quando diz que não se pode previlegiar um segmento em detrimento de outro, mas o que esta se fazendo é justamente isso , previlegiando os moradores da região em detrimento de toda uma população.E sabendo-se que aquela area e tradicional, neste tipo de evento, por que que so agora que o MPE resolveu mexer com isso , ta me cheirando a vingançinha do MPE. que tem coisas mais revevante pra se tratar.E não mexer com uma festa do porte da Expogrande que ja é tradicional a nivel nacional , tal como o Carnaval em Salvador , e em Corumba. Mas creio que os Vereadores irão usar o bom senso de votar a favor de que se mantenha a Expogrande.que a Acrissul faça as mudança nescessaria , mas que Preserve a nossa unica e maior festa.
 
Juarez Delmondes em 03/02/2011 01:17:06
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