A notícia da terra a um clique de você.
Campo Grande, Quinta-feira, 14 de Dezembro de 2017

10/12/2010 20:00

TRE diz que reforma política é o fim do voto secreto

Paulo Fernandes

Presidente Luiz Carlos Santini diz que eleitor poderá votar quantas vezes quiser.

Luiz Carlos Santini diz que voto secreto está ameaçado (foto: João Garrigó)Luiz Carlos Santini diz que voto secreto está ameaçado (foto: João Garrigó)

Na cerimônia de diplomação dos eleitos, o presidente do Colégio de Presidentes dos Tribunais Regionais Eleitorais, Luiz Carlos Santini, afirmou diante da bancada federal que o projeto de reforma eleitoral, como está hoje, é um retrocesso, que irá acabar com a segurança do sistema de votação.

Segundo o presidente do TRE, existem dois grandes problemas: as possibilidades da identificação do voto e de o eleitor votar mais de uma vez. “É a volta do coronelismo”, afirmou. “Não haverá qualquer segurança e sigilo do voto”.

Ao votar, a urna eletrônica, de acordo com a proposta, passará a emitir um comprovante, com uma numeração. Para Santini, o número poderá ser usado para identificar o voto.

Além disso, a urna passará a ser “aberta”, ou seja, a votação não será mais liberada pelo mesário por meio da digitação do número do título de eleitor. Isso, no entendimento dos tribunais eleitorais, permitirá que um mesmo eleitor vote quantas vezes quiser.

“Voltamos a 1930. Não será possível afirmar que o voto é livre e secreto. Repito: voltaremos aos anos anteriores a 1930. Os erros dessa suposta reforma política fazem com que uma pessoa possa votar mais de uma vez”, disse.

As declarações vieram após elogios do próprio presidente à urna eletrônica e ao sistema de votação atual.

Nas eleições deste ano foram usadas mais de 5.000 urnas em Mato Grosso do Sul. Mais de 20 mil mesários trabalharam e o custo do voto para a Justiça Eleitoral foi de R$ 2,88, um valor considerado “baixíssimo” por Santini.

Deputados estaduais aprovam “pacotão” com 35 projetos nesta quinta-feira
A Assembleia Legislativa deu início nesta quinta-feira (14) a aprovação do “pacotão” de projetos do governo estadual, encaminhado nesta semana, para ...
Acordo na Assembleia inclui na pauta prorrogação do Refis estadual
Um acordo de lideranças na Assembleia Legislativa elevou de 27 para 35 o número de projetos a serem votados nesta quinta-feira (14). A relação de mat...


Toda reforma tem que ser para avançar não para retroceder,más dos nossos politicos não se pode esperar muita coisa, o presidente do TRE teme pela volta do coronelismo, bem sabe ele que o coronelismo esta impregnado nos nossos politicos,especialmente, nos politicos do nosso estado que fazem o que querem sem nenhum tipo de fiscalização pois as instituições que deveriam cumprir esse papel estão sob suspeita mediante as graves acusações feitas pelo Dep. Ary Rigo, e, que pelo jeito parece que são verdadeiras más ninguém se manifesta e esse silêncio é comprometedor.
 
walter barros de oliveiras em 12/12/2010 10:38:56
Dizem que o Brasil é um país democrático, que democracia é essa onde somos obrigados irmos as urnas e ainda te votar em um candidato previamente escolhidos pelos partidos. Já que gostamos de imitar os americanos, pq. não seguirmos o modelo das eleições daquele país.
 
Johnny de Barros em 12/12/2010 03:20:12
Voto facultativo já! Voto nulo enquanto for preciso se livrar de políticos sujos!
 
José Ramos de Almeida (Zeca do Trombone - MS) em 12/12/2010 03:06:15
Não é novidade pra ninguém que em uma reforma política, sempre prevalece o interesse individual, que se torna coletivo de acordo com o interesse das pessoas envolvidas, os quais só pensam nas vantagens que obterão com a referida reforma e nunca na sociedade da qual as referidas pessoas fazem parte. Se vc ler o novo CPP (Código de Processo Penal, vai entender do que estou falando, os políticos criam mudanças para dificultar as ações das polícias judiciárias, principalmente as ações da Polícia Federal, por serem alvos constantemente dessa instituição, a qual não fosse seu empenho nos crimes de corrupções políticas, a sociedade estava totalmente perdida e desprotegida. Dessa vez, ao perceberem que perderam totalmente o controle dos votos e das futuras fraudes, por ser votação eletrônica e secreta, querem abrir a urna e se possível controlar até o voto comprado, como não bastasse, deixar a porta aberta para colocar seus eleitores laranjas votar quantas vezes for necessário para decidir a eleição a seu favor, custe o que custar. A sociedade não pode admitir essa mudança, realmente voltaremos ao coronelismo e aos anos anteriores a 1930.
 
Andre Silva em 11/12/2010 11:09:11
Eu não conheço a reforma propriamente dito, mas, ja identifiquei algumas aberrações no passado - a questao a fidelidade partidária etc. E atualmente eu tenho visto em setores, cultos inclusive da sociedade de cgr, comitês pós - eleitoral onde os seus filiados declaram o voto. Isto com certeza interfere deve ser para interferir nos repasses de verba. Me parece ainda que estes são filiados ao pensamento desenhado por Uril Beck que louva as sociedades tradicionais e no Brasil e AL normalmente são sociedades de ditadura. Tenho até o pesquisado.
Eu acho até que os políticos vencedores lançam no pós campanha, juntamente com salões e grifes, o modelito que suas representantes mulheres devem usar.
E parece ser cabresto mesmo, amor ao chefe!! hehehe
 
sonia bacha sb em 11/12/2010 10:45:39
Concordo plenamente com o Adriano. Abaixo a reeleição, abaixo a corrupção.
 
Joao Jonas da Costa em 11/12/2010 08:47:41
Diante da dificuldade cada vez maior de manipular e fraudar as eleições, já era esperado que os POLÍTICOS fizessem algo para voltarmos aos "velhos tempos". Aliás, uma boa melhora que poderia vir com essa reforma, seria impedir que também nos cargos do legislativo, ninguém poderia se reeleger mais de uma vez para o mesmo cargo. Isso sim, seria algo novo e que iria renovar os quadros políticos, acabando com os profissionais da política e, consequentemente, da corrupção. Ninguém mais ficaria eternamente nas câmaras municipais, assembléias legislativas ou congresso nacional, tornando-se "dono" da casa.
 
Adriano Roberto dos Santos em 11/12/2010 08:02:24
minha modesta opinião é que a melhor maneira de tornar a politica no Brasil algo menos vergonhoso e oneoso para os cofres publicos é tornar o voto não obrigatorio. Certamente teriam muitas dificuldades em fazer o eleitor ir as urnas se não mudassem a postura hoje vista por nós. Falta ao eleitor amadurecimento. Gostamos de bater palmas e em certos casos reecebermos algum misero beneficio em troca do voto. sendo assim............., a vergonha continua..
 
FRANCISCCO FELIX em 11/12/2010 04:30:43
imagem transparente

Classificados


Desenvolvido por Idalus Internet Solutions