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Campo Grande, Segunda-feira, 18 de Dezembro de 2017

30/01/2014 17:14

Tribunal paga pelo shopping o dobro do valor de mercado

Josemil Arruda
Internamente, prédio comprado do shopping se assemelha a um galpão  (Fotos: Cleber Gellio)Internamente, prédio comprado do shopping se assemelha a um galpão (Fotos: Cleber Gellio)
Prédio do Judiciário já está sendo mexido, embora TJMS ainda não tenha projeto e valor Prédio do Judiciário já está sendo mexido, embora TJMS ainda não tenha projeto e valor

O prédio adquirido pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul custou, pelo menos, o dobro do valor de mercado. Segundo corredores que atuam em Campo Grande, o metro quadrado na região vale R$ 3.836,00. O tamanho da área construída, do antigo shopping, é de 4.465 m2. Feita a conta, o valor real do imóvel é de R$ 17.127.000,00. A Justiça pagou R$ 38,87 milhões.

Dados fornecidos pela Câmara de Valores Imobiliários (CVI) e pelo Sindicato da Indústria da Construção Civil (Sinduscon/MS) também comprovam que o valor do metro quadrado na região onde está localizado o Shopping 26 de Agosto é abaixo do pago pelo Tribunal de Justiça.

Somando o metro quadrado do terreno, avaliado pela CVI em R$ 2.200,00, com o Custo Unitário Básico de Construção (CUB/m²), estimado em R$ 1.339,32 chega-se a R$ 3.539,32, com valor total de R$ 15,85 milhões, um pouco abaixo da avaliação feita pelos corretores consultados pelo Campo Grande News. Já o Tribunal de Justiça está pagando R$ 8.705,48 por metro quadrado, sem considerar o subsolo destinado ao estacionamento, o que totaliza os R$ 38,87 milhões.

Segundo o presidente da CVI, Ronaldo Bedini, o custo do metro quadrado do terreno no centro de Campo Grande é variável, mas na região da Rua Calógeras com a 26 de Agosto custa R$ 2.200,00. “Troquei ideia com meu avaliador e uma área grande hoje, naquela região, custa R$ 2,2 mil o metro quadrado, mas não fui generoso”, informou Bedini.

O custo da construção de um prédio, como o do mal sucedido Shopping 26 de Agosto, segundo o superintendente do Sindicato da Indústria da Construção Civil (Sinduscon/MS), Valter Ratich, pode ser consultado, através do CUB (Custo Unitário Básico), no próprio site da entidade (www.sindusconms.com.br). “Esse custo envolve material e mão de obra. Dá para ter um parâmetro, mas preço de venda envolve uma série de coisas, inclusive taxas e impostos e o lucro”, observou ele.

Nessa tabela do site do Sinduscon, os projetos de padrão comercial abrangem as seguintes tipologias e valores por metro quadrado: CAL-8 (Comercial Andares Livres), com padrão normal a R$ 1.071,13 e alto a R$ 1.168,33; CSL – 8 (Comercial Salas e Lojas), de R$ 905,20 ou R$ 1.007,81 no padrão mais elevado; CSL – 16 (Comercial Salas e Lojas, de R$ 1.207,17 ou R$ 1.339,82 na padrão alto. Considerando esse último padrão, de mais alto valor, é que se chega à estimativa de R$ 3.539,82 o metro quadrado na área do Shopping 26 de Agosto, que tem 4.465 m2, totalizando R$ 15,85 milhões.

Outro dado informado pelo presidente da CVI, Ronaldo Bedini, corrobora a informação sobre o custo do prédio. Ele informa que fez vistoria no prédio que o Hospital do Câncer Alfredo Abrão comprou da Rocket. “Me lembro que o valor era de R$ 7,8 milhões e pagaram R$ 9,2 milhões, há cerca de cinco anos”, informou ele. O prédio do hospital tem 2.600 metros quadrados. Embora se considerando que as estruturas são bem diferentes e a localização, em relação ao Shopping 26 de Agosto, que mais parece um grande galpão, o valor foi de R$ 3.538,46 o metro quadrado.

Adaptações – Além de pagar preço altíssimo pelo prédio do Shopping 26 de Agosto, mais de R$ 38 milhões, o Tribunal de Justiça do Estado ainda terá de fazer adaptações que devem custa mais alguns milhões de reais.

No prédio funcionavam pequenas lojas, cujas divisórias já estão sendo desmontadas. Para o funcionamento dos juizados, aos quais será destinado o prédio, serão necessárias construções de gabinetes, salas, departamentos, banheiros, novas tubulações para parte hidráulica, sanitária e elétrica, além do sistema de isolamento acústico e do ar condicionado.

Há ainda dificuldades insanáveis, como problema crônico de estacionamento no centro de Campo Grande. Embora haja um subsolo, este deve ser destinado aos veículos apenas dos juízes e funcionários. O Tribunal de Justiça não soube dizer o valor que gastará no prédio. Alega que os projetos ainda estão sendo elaborados.



Weber, caso não tenha visto, a notícia aqui se refere ao valor pago e a discussão é se ele é adequado ou não.
Quanto ao resto, se foi um investimento furado, se o proprietário esta desesperado, se os inimigos do ex proprietário estã comprando todo mundo pra falar mal dele, isso pouco importa para o interesse píublico.
Juizado não precisa de ibope pra funcionar. Esta lá pra atender as necessidades e para o Poder Público, é só isso que interessa. O aspecto pessoal do negócio é mera conversa fiada.
 
Tarso Sobrinho em 31/01/2014 16:13:12
A questão não é só o preço, e sim a necessidade de se adquirir "aquele" imóvel. Todos perceberam que aquilo foi um investimento furado, acabaria às traças, essa é a vdde. Não daria o retorno esperado, e justamente neste momento chega o super herói, o Estado, para nao variar na história nacional, salvando o investidor privado com dinheiro público, ou seja, socializando o fracasso de um investimento privado mal planejado. Que dizer da rodoviária antiga? Que dizer daquele prédio pela metade que seria a rodoviária nova, jogado às traças lá na Norte/Sul? Por que nao terminá-lo para abrigar a justiça?
Há, por favor, senhores, nao desviem o foco, não se trata só do valor em si, estamos todos bancando os bobos da corte, para variar.
 
Weber Justiniano Nahas em 31/01/2014 15:07:06
A notícia é inverídica. Até o Corretor que foi indicado na reportagem apontou o valor correto do imóvel segundo sua real metragem em comentário lançado na página. Como esse comentário não vai ao ar, que sirva de lição. Nós lojistas só temos que agradecer ao Governo do Estado pela iniciativa pois agora vamos ter condições de minimizar nossas perdas.
 
Heitor Faria em 31/01/2014 13:42:36
O governo não utiliza o elefantão que é o prédio da antiga rodoviária porque a reforma para deixar o prédio viável para os devidos fins seria um valor acima do da compra do Shopping 26, a estrutura da rodoviária é boa mas é velha, feita nos moldes antigos, eles teriam que selar todos os lados para comportar um ar condicionado, teriam que colocar escadas rolantes, elevadores para o acesso de deficientes, redimensionar o tamanho das salas, sem falar que as paredes são das antigas, ou seja, muito mais grossas do que as paredes de hoje, enfim, iam gastar um rio de dinheiro e é capaz que a reforma não ficasse boa, acho que o prédio da rodoviária caberia uma faculdade, museu, galeria de lojas, um tipo de proposta onde haja salas individuais e não um órgão para atendimento direto ao público.
 
MAXIMILIANO NAHAS em 31/01/2014 12:32:35
Considerando o que foi dito pelo Sr. Josemil na reportagem, o preço do m² na região é de R$ 3.539,32 por m² multiplicado pela área do empreendimento que é de 13.381,20 m² segundo cadastro da PMCG, o que representa uma avaliação de mais de R$ 47.000.000,00 (quarenta e sete milhões de reais), bem acima do valor pago pelo Tribunal. É necessário uma apuração mais técnica antes de dar a noticia.
 
RONALDO GHEDINE RIBEIRO - Presidente CVIMS em 31/01/2014 10:38:50
Também cometi um equívoco no meu comentário, sejamos justos: acabei multiplicando o valor do m² do terreno em toda a área construída. Fazendo as contas corretas, a ESTIMATIVA daria na casa dos R$30.000.000, se incluirmos elevadores, escadas rolantes e demais equipamentos e benfeitorias, chegaria próximo do valor arbitrado, acredito. Lembremos também que a estrutura (pilares, laje superior, vigas e fundações) é mais reforçada do que o comum por haver um estacionamento no último piso.
 
Paulo Medeiros em 31/01/2014 10:28:42
MAXIMILIANO e SILVÉRIO, vocês estão corretíssimos! Há alguns equívocos na reportagem, a começar pela área construída. Esses 4.500m² se referem a área ocupada, ou seja, a projeção do edifício no terreno. A área construída é 3x este número (subsolo, térreo, 1º piso), ou seja, aproximadamente 13.500m² (o estacionamento superior não conta, pois não é coberto).. Pela estimativa de custo do m² feito pelos "especialistas" ouvidos (lembrando que só engenheiros e arquitetos podem elaborar laudos de avaliação perante a Justiça, corretores não, por não ter a formação necessária para tal, que envolve tratamentos estatísticos complexos), o custo seria de mais de R$50.0000.000. Lembrando que a utilização do CUB deve servir apenas para estimativas, nunca para avaliações. Mas não custa muito investigar...
 
Paulo Medeiros em 31/01/2014 09:52:19
Desculpa Pedro Dias, mas pelo visto voce não conhece bem o prédio, tem estacionamento no subsolo e no ultimo andar, com entrada pela 7 de setembro e pela 26 de agosto, o prédio tem mais de 20.000 m², contando toda a área construida, o fato de ser ponto de prostituição ou de travestis, não desvaloriza nada, virando um prédio do governo voce pode contar quantos dias serão necessário para a polícia retirar 100% das prostitutas e travestis, sei que a 15 de novembro é um local com preço um pouco mais elevado, devido ao comercio da área, mas a diferença não é tanta, descubra o nome do corretor que passou a informação para não haver perigo de um dia voce contrata-lo para vender sua casa, ele provavelmente vai vender por menos da metade do preço.
 
MAXIMILIANO NAHAS em 31/01/2014 09:27:16
É. É visto que a propriedade não vale o que foi pago, devendo o Ministério Público investigar com imparcialidade porque se trata do dinheiro público. Além disso, o Estado não tinha necessidade de adquirir a propriedade e a compra desalojou os lojistas. Tem que haver uma explicação e investigação.
 
Osnofa Zacov em 31/01/2014 07:59:05
Ué, mas não foi o governo que adquiriu?? Porque o TJMS está no foco? Esse shopping deve valer muito mais que o que foi pago. Tem elevadores, escadas rolantes, ar condicionado central e qualquer analfabeto sabe que subsolo é sim área construída.
 
Jamile Coelho em 31/01/2014 00:19:08
Só não vê quem não quer , ou quem foi favorecido pelo negócio.Qual a necessidade urgente para se fazer uma desapropriação para acomodar o juizado , se existe o prédio da antiga rodoviária que serviria para este fim e que não custaria um decimo deste valor, ou até mesmo uma construção nova já planejada especificamente para este fim.
 
diva aquino em 30/01/2014 23:29:18
Até agora nao entendi o motivo de terem comprado esse prédio se a rodoviária antiga encontra-se praticamente se uso e fica a poucos km do shopping comprado a peso de ouro.
É por essas e outras que o Brasil é reconhecidamente mal gestor dos recursos que possuí.
E está na cara que que o preço pago foi para salvar o brimo. Acho que o MPE poderia questionar essa situação.
 
Manoel Rezende dos Santos em 30/01/2014 21:50:45
Continuando Josemil... fazendo as contas, em valores aproximados, chega-se aos 25 milhões que o sr. Rubens afirmou ter gasto no prédio. Concordo que ainda falta um bocado para os 38 milhões. Mas quando vc entra no mérito de avaliação, há outros fatores que pesam na mesma. Não sei se pesariam tanto a ponto de valer mais 13 milhões... Com a palavra nossos ilustres desembargadores.
 
Leandro Moura em 30/01/2014 21:17:57
Caro Josemil. O valor informado de R$ 2.200,00/m2 de terreno, deve ser multiplicado somente pela área do terreno (ai, vc tem o custo total do terreno). Depois, o CUB fornecido pelo Sinduscon, deve ser multiplicado pela AREA CONSTRUÍDA do prédio, o que incluiu todos os pavimentos, inclusive o subsolo, meu caro, pois o CUB (custo unitário básico de CONSTRUÇÂO) é um parâmetro de quanto será gasto para construir a edificação, e o subsolo não sai de graça. Multiplicando a área construída, que deve ser perto de 10.000m2, pelo CUB (andares livres), vc terá o custo da edificação. Somando os dois valores, o custo do imóvel. E lembrando que depois, se quiser o custo por m2 de construção, terá que dividir pela área construída, e não pela área do terreno...
 
Leandro Moura em 30/01/2014 21:14:49
É claro que aquilo ali não vale o que o TJ pagou.
Qualquer um, com algum conhecimento de mercado consegue perceber isto.
Sugiro então, ao nosso nobre Ministerio Publico, que aqui em Ms é mais lembrado
pelas Festas monumentais que promove para receber "os amigos do MP", conforme o
proprio presidente do Orgão disse recentemente, que entre em acao e promova
uma investigação. Será ?
 
Reinaldo Sandim em 30/01/2014 20:56:06
Eu tenho uma casa da Agehab de 39,00 mts qdos. Tribunal de Justiça, quer comprar minha casa, vendo por R$ 300.000,00 - mas já vou adiantando, ela só vale 50.000,00 "mas tenho certeza que vocês são bonzinhos e vão me pagar os 300.000,00. Certo ???
 
Leonardo Camassa em 30/01/2014 20:47:56
Mas não foi feito por desapropriação? Quem fez o decreto de desapropriação? O governo ou o TJMS?
Fez bem o presidente... se tivesse que comprar do bolso do TJ e submeter o assunto a certo grupo, iriam comprar o patio central shopping por um bilhão de dólares.
 
Francisco Freirinho em 30/01/2014 18:47:56
Engraçado, quer dizer que um subsolo, com vagas para 130 carros não conta como área construída? Nem o 1º piso? Foi citada apenas a área de projeção da construção e não a área construída. Antes de publicar, as notícias deveriam ser verificadas por pessoas técnicas e não correr o risco de se fazer afirmações levianas. Quero ver se a Prefeitura vai descontar essas áreas para calcular o imposto do imóvel, ou se os dignos corretores abririam mão da área real para calcular suas comissões.
 
Silverio Lopes em 30/01/2014 18:43:12
Ali é ponto de prostituição de travestis a noite, e é bem perigoso. Além de dia não ter estacionamento. Vale muito menos que no local das Lojas Americanas.
 
Pedro Dias em 30/01/2014 18:38:56
Acho que precisa de mais pra conseguir derrubar o Presidente, hein?! O prédio custou uma pechincha e vai ser muito útil para os advogados e jurisdicionados, que finalmente terão uma instalação adequada para trabalhar.
 
Lucio Mário Couto em 30/01/2014 18:37:13
Já fui nesse shopping e parece ter muito mais de 4 mil m2. Certamente mais de 10 mil m2 e bem barato, se comparado aos demais imóveis da região.
 
Lucimara Aparecida em 30/01/2014 18:16:04
Eu acho que existe um equivoco dos corretores que foram consultados, se a Lojas Americanas da 15 de novembro foi vendida por 14 milhões e não tem nem 1 terço do tamanho do Shopping, acho que alguem errou no calculo do valor do Shopping, a não ser que a Loja Americana tenha sido superfaturada, o que eu acho dificil, uma vez que quem comprou foi um banco.
 
MAXIMILIANO NAHAS em 30/01/2014 17:57:54
Será, eu sigo será porque é uma hipótese, SERÁÁÁ´que o TJMS está deviando dinheiro? Será????
 
Fernando Maurício em 30/01/2014 17:50:02
Vai começar a aparecer.... Com a palavra, o sr.Governador, o Tribunal de Justiça/MS e o rico proprietário do elefante branco. Belo acordo!!!!!!!
 
tereza freire em 30/01/2014 17:41:43
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