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Política

Truco: após denúncia por tiros ao vivo, Catan revida e representa contra Kemp

Deputado bolsonarista ressuscitou polêmica protagonizada por petista em 2020 como forma de retaliação

Por Adriel Mattos | 24/05/2022 09:11
Kemp (ao microfone) criticou colega e depois assinou denúncia contra Catan (no canto inferior direito). | Foto: Luciana Nassar/Alems
Kemp (ao microfone) criticou colega e depois assinou denúncia contra Catan (no canto inferior direito). | Foto: Luciana Nassar/Alems

O deputado estadual João Henrique Catan (PL) entrou com representação na segunda-feira (23) contra Pedro Kemp (PT) por “conduta inadequada” em 2020. Kemp é um dos autores da denúncia contra Catan à Corregedoria.

Há uma semana, o parlamentar bolsonarista votou a favor de um projeto de sua autoria, que reconhece o risco da atividade de atirador desportivo. “Um povo armado jamais será escravizado. Esse projeto é um tiro de advertência no comunismo e na mão leve que assaltou o País, então uma salva de tiros”, declarou, em seguida, disparou pelo menos três tiros ao vivo.

Em resposta, Catan decidiu denunciar o petista por uma polêmica de dois anos atrás. Durante as eleições municipais em Campo Grande, Kemp - que foi candidato a prefeito - se envolveu em uma discussão com uma candidata a vereadora. O fato gerou polêmica e o petista teve que se desculpar publicamente.

Esse é o mote da denúncia de Catan, enquanto precisa se defender da representação da qual é alvo. Paulo Duarte (PSB), Amarildo Cruz (PT) e Kemp acionaram a Corregedoria após a sessão de 17 de maio.

“Eles me acusam por praticar um esporte nacionalmente reconhecido, o tiro desportivo. O verdadeiro crime para eles é o cidadão de bem poder reagir em legítima defesa, protegendo sua família, seus bens e sua vida. E o que Pedro Kemp fez contra a candidata, com agressões verbais e ameaças físicas, isso não é falta de decoro?”, questionou Catan.

Se a Corregedoria decidir que não há fatos suficientes, o processo contra Kemp é arquivado. Em caso contrário, a Comissão de Ética designa um relator, que terá 45 dias para dar parecer. O petista, após ser formalmente comunicado, terá 30 dias para se defender. O mesmo procedimento se dará no caso do procedimento contra Catan.

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