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Campo Grande, Segunda-feira, 18 de Dezembro de 2017

26/09/2013 18:03

Vereadora sugere presença de policiais ou separação de mulheres em ônibus

Elverson Cardozo e Kleber Clajus
Algo precisa ser feito, disse a vereadora, mas não pode ser só uma medida da educação, da indignação, mas algo que coíba definitivamente esse tipo de prática”. (Foto: Arquivo/Campo Grande News)Algo precisa ser feito, disse a vereadora, mas "não pode ser só uma medida da educação, da indignação, mas algo que coíba definitivamente esse tipo de prática”. (Foto: Arquivo/Campo Grande News)

A vereadora Luiza Ribeiro (PPS), declarou, nesta quinta-feira (26), na Câmara Municipal, em Campo Grande, que pretende iniciar uma discussão com os órgãos de segurança e com a Agetran (Agência Municipal de Transporte e Trânsito) para encontrar uma “solução para as mulheres” que utilizam o transporte coletivo na Capital. A iniciativa surgiu após um caso de abuso, dentro da linha do 061.

A parlamentar sinalizou uma audiência pública, defendeu a presença da polícia dentro do ônibus e sugeriu, inclusive, que se separe o público feminino do masculino, como acontece, por exemplo, em São Paulo e no Rio de Janeiro.

Para embasar o discurso, Luíza Ribeiro citou uma reportagem do Campo Grande News, que repercutiu o fato e questionou: “Abuso sexual em ônibus revoltou, mas ninguém tomou atitude; O que você faria?”. A notícia foi postada no Facebook do jornal e, de imediato, gerou uma série de comentários.

"Pela repercussão nas mensagens dá para perceber que isso não é uma situação única, mas que aconteceu várias vezes. Então precisamos, como representantes da cidade. discutir essa questão", disse aos vereadores, sinalizando que pode acontecer uma audiência pública para tratar do assunto.

Algo precisa ser feito, disse a vereadora, mas “não pode ser só uma medida da educação, da indignação, mas algo que coíba definitivamente esse tipo de prática”.

Luíza lembrou, também, da necessidade de se estabelecer redes de apoio às mulheres em Campo Grande, por meio do reforço da DEAM (Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher) que considera, hoje, uma “lenda”.

MS em 14º lugar - Durante o discurso, a vereadora apresentou dados inéditos de uma pesquisa realizada pelo Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada). Ela disse que, atualmente, Mato Grosso do Sul está na 14ª posição na lista dos Estados onde as mulheres mais sofrem violência.

É um nível acima do índice nacional. Enquanto, no país, a média é de 5,82 para cada grupo de 100 mil mulheres, no Estado são registrados 6,44 casos. O levantamento apontou que 36% dos casos ocorrem aos fins de semana, quando a Delegacia Especializada da Mulher não funciona.

Daí a necessidade de tornar seu atendimento 24h e ampliar o número de profissionais para atender as ocorrências. "É uma medida urgente que não tem como esperar", concluiu.

"Tarado do 061" - Nesta quarta-feira (25), uma jovem de 21 anos procurou a polícia para relatar que foi “abusada sexualmente” por um homem, ainda não identificado, dentro de um ônibus que faz a linha 061.

Ela constatou o crime quando sentiu algo tocando suas nádegas. Em seguida, duas pessoas a informaram de que o homem que acabara de descer, próximo à rotatória da Coca-Cola, estava “fazendo algo errado” nas suas costas.

A primeira senhora que a chamou, conforme a jovem, mostrou que a sua calça estava suja. “Minha roupa estava melecada. Tive de entregar as calças para a Polícia”, relatou, em entrevista recente ao Campo Grande News.

O que mais chamou a atenção neste caso é que, conforme os relatos, os passageiros viram a ação do homem, mas não intervieram e, sequer, avisaram a jovem.



Não tem polícia nem pra fazer policiamento nas ruas, quem dirá em ônibus. Vamos obrigar as concessionárias a dar segurança, com videomonitoramento, por exemplo. O dinheiro pago dá muito bem para isso, só diminuir o lucro.
 
jorge moraes em 27/09/2013 10:53:04
Quer se aparecer, se promover e vem com esse tipo de ideia.
Se político não tem o poder de mudar lei, quem é que tem?
Tem só que mudar a lei, não precisa separar passageiro e colocar policial em ônibus. Acontece coisa bem pior nas ruas.
Tem que ter lei severa pra isso, usar esse tipo de gente como exemplo e castrar essas imundices.
E não é só para crimes assim que as leis devem ser revisadas.
 
Francis P. Lucas em 27/09/2013 09:39:10
Acredito que seria uma boa se houvesse câmeras em lugares estratégicos, onde seja possível identificar qualquer um em qualquer lugar dentro do veiculo, talvez isso não iria impedir que algo aconteça, mas iria ao menos inibir e quando acontecesse poderia facilmente identificar o autor e com as imagens gravadas até, quem sabe, fazer uma busca nos coletivos em busca do autor e de até outros criminosos. Afinal, não é apenas abusos sexuais que acontecem, existem muitos roubos...
Assim como as empresas investiram em câmeras para inibir os constantes assaltos, elas poderiam também procurar proteger os usuários.
 
Laudemir Antunes em 27/09/2013 07:11:57
O que tem que ter é ônibus sem lotação. Do jeito que está, as pessoas parecem mais gado do que qualquer outra coisa...
 
Filipe Alberto em 27/09/2013 04:52:55
Isso é mesmo falta do que fazer pra se aparecer. Políticos não usam transporte publico. A ideia faz lembrar o "apartheid" na África, onde negro não usava ônibus e tinha q tirar o chapéu qdo o branco passava. Ao invés de aumentar ônibus para o deficiente a vereadora, quer na cara dura implantar, o preconceito oficial. Se bobear, daqui a pouco vão criar ônibus só pra gay, ônibus só pra homem... que é isso? O fato só aconteceu porque a mulher tava desligada do mundo e talvez estivesse no facebook ou ouvindo musica,ocorre também qdo lhes furtam as bolsas. Vamos combater os crimes e não criar preconceito. Êta vereadora!!! Cada uma!
 
ana lucia jose-capital em 26/09/2013 22:05:06
Segregação?
Indo por esse caminho, não haverá solução.
TEM é que investir em segurança, e isso é responsabilidade da Concessionária, do Estado e também da PMCG.
Segregação não.
 
Ricardo Piazza em 26/09/2013 21:29:39
As testemunhas que assistiram e não fizeram nada, é porque gostam de coisas erradas ou estavam gostando de ver o membro do cara, e devem ser os mesmos que criticam a ação da polícia. Comboio de inúteis.
 
jorge ferreira em 26/09/2013 20:38:55
Acho que essa senhora nunca andou de ônibus na vida dela, nem em Campo Grande e muito menos no Rio ou São Paulo.
 
Sérgio Arantes em 26/09/2013 19:58:02
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