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Política

Vereadores aprovam R$ 4,6 bilhões para prefeitura usar em 2022

Prefeitura propôs suplementação de 30%, mas os vereadores fizeram emendas de 5% e de 15% buscando consenso

Por Caroline Maldonado | 22/06/2021 12:56
Parlamentares aprovaram uma margem de suplementação de verbas de 15% sem a necessidade da fiscalização da Câmara Municipal (Foto: Reprodução/Youtube)
Parlamentares aprovaram uma margem de suplementação de verbas de 15% sem a necessidade da fiscalização da Câmara Municipal (Foto: Reprodução/Youtube)

Os vereadores votaram hoje (22) o projeto que contém diretrizes e valores do orçamento de 2022 a ser utilizado pela Prefeitura de Campo Grande e as 19 emendas anexadas por eles. Ficou aprovado o valor de R$ 4,6 bilhões para o ano que vem, o que significa um aumento de 0,37% em comparação com o orçamento deste ano. Os parlamentares aprovaram também uma margem de suplementação de verbas de 15% sem a necessidade de aprovação da Câmara Municipal.

A prefeitura propôs uma suplementação de 30%, mas os vereadores fizeram emendas de 5% e de 15% para amenizar a proposta e tentar um consenso, sabendo que o valor seria considerado alto para muitos parlamentares. A de menor percentual foi proposta pelos vereadores Marcos Tabosa (PDT) e Camila Jara (PT). A de 15% foi do relator do projeto, Roberto Santana (Republicanos).

A proposta de 5% recebeu 16 votos contrários e 11 favoráveis. Então, os vereadores votaram a proposta de 15%, que recebeu 24 votos a favor e três contra. Alguns dos contrários fizeram questão de declarar que preferiam os 5% e lamentar a escolha dos colegas, enquanto outros votaram sim para os 15% mesmo a contragosto, pois se votassem contra corriam o risco de ver prevalecer os 30%, o que não aconteceu.

Votaram contra os 15%, os vereadores Tabosa, Clodoilson Pires (Podemos) e André Luís Soares (Rede). “Não entendo o motivo de passar de 5% para 15%. Essa Câmara nunca se furtou de aprovar qualquer suplementação, mas não entendo porque de aumentar assim”, comentou Tabosa.

O relator disse que a escolha de apresentar emenda de 15% foi justamente para chegar a um valor razoável. “Essa é uma relação de confiança. Vamos decidir um valor agora e se, mais para frente, entendermos que teremos que reduzir, assim faremos, então me sinto tranquilo e meu voto é sim”, comentou ao declarar seu voto a própria emenda.

O presidente da Câmara Municipal, Carlos Borges (PSB), fez questão de destacar que os vereadores não perdem suas prerrogativas por aprovar suplementação. "Vamos fiscalizar tudo, vamos aumentar o nosso serviço de fiscalizar com essa suplementação. Não vamos abrir nunca mão de nossas prerrogativas, principalmente de fiscalizar".

O projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) foi votado em primeira discussão em sessão ordinária e depois houve sessão extraordinária para votar em segunda discussão e finalizar as discussões, como de costume quando a pauta é o orçamento da prefeitura.

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