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Política

Vereadores negam proximidade de Bernal e podem zerar suplementação

Por Kleber Clajus | 02/12/2013 14:49
Vereadores se mobilizam em torno da polêmica suplementação, podem zerar ou aumentar índice (Foto: Kleber Clajus/Arquivo)
Vereadores se mobilizam em torno da polêmica suplementação, podem zerar ou aumentar índice (Foto: Kleber Clajus/Arquivo)

Enquanto o prefeito de Campo Grande, Alcides Bernal (PP), promete ainda nesta semana ampliar o grupo de aliados na Câmara Municipal, vereadores negam que as tratativas estejam avançadas e, em contrapartida, sinalizam que exercerão com mais rigor a fiscalização dos gastos públicos e podem zerar o teto para suplementações, hoje em 5% do orçamento.

“Estou aguardando posicionamento do partido sobre isso e não vou opinar porque não sou analista político”, comenta Paulo Pedra (PDT). Já Alceu Bueno (PSL), aguarda uma conversa que “ainda não aconteceu”. Outro na lista de espera é Edson Shimabukuro (PTB) que embarca na base “se as condições forem favoráveis”, ou seja, se o partido tiver espaço na administração.

Dentre os partidos cobiçados está o PR, mas Grazielle Machado nega a possibilidade “por que não há negociação nesse sentido, apenas conversas técnicas”. Carlos Augusto, o Carlão (PSB), também esclarece que a judicialização do processo que investiga atos administrativos de Bernal complica as tratativas.

Para Paulo Siufi (PMDB), que supostamente teria se aproximado do progressista, seu posicionamento será apenas de fiscalizar o Executivo, que falha ao não atender as indicações por melhorias na cidade. No mesmo sentido, o presidente da Casa de Leis, Mario Cesar (PMDB), acredita que Bernal só amplia a base “se fizer gestão pública pensando Campo Grande”.

Sem teto – Sobre a possibilidade de que o prefeito tenha anulado o teto para suplementações sem “interferência” da Câmara, Alceu Bueno relembra que o mecanismo só existiu durante o governo do PMDB e “baseado no fato de que só usou no fim do ano não teria necessidade de mais de 5% ou mesmo zerar”.

Com a opção de zerar o percentual de suplementação, Mario Cesar acredita que “por conta da equipe sem nenhuma condição técnica é melhor que a Câmara oriente o processo para garantir melhor aplicação do recurso público”. Siufi também segue a mesma linha e ressalva que “é preciso entendimento para que a definição não tenha caráter perseguitivo, mas técnico”. Já para Pedra, “se Bernal quiser suplementação que peça a Câmara que tem função de fiscalizar a aplicação do orçamento”.

Do grupo ouvido pelo Campo Grande News, Edson é o único otimista a somar com o líder do prefeito, Marcos Alex (PT), para que as suplementações possam retornar ao patamar de 30%.

Grazielle Machado, que preside a Comissão Permanente de Orçamento e Finanças, ressalta que caberá a própria Câmara definir se mantém o patamar de 5% em suplementação, atende pedido do Executivo para ampliar a 30% ou zera essa possibilidade de “independência” do Legislativo. 

“A corrente mais forte é de que as suplementações sejam zeradas e não estamos fazendo isso para esta administração, mas para os próximos prefeitos”, pontua a republicana ao defender que a análise criteriosa aplicada a projetos enviados por Bernal possa também ser aplicada no que tange as suplementações.

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