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Campo Grande, Quarta-feira, 16 de Agosto de 2017

05/06/2015 11:36

Vereadores prestes a serem julgados renunciam para evitar cassação

Viviane Oliveira
Os vereadores Célia e Justino renunciaram para escapar da cassação, segundo o presidente da Câmara Municipal da cidade. (Foto: Rio Pardo News) Os vereadores Célia e Justino renunciaram para escapar da cassação, segundo o presidente da Câmara Municipal da cidade. (Foto: Rio Pardo News)

Os vereadores Célia Regina Rodrigues Ribeiro (PSDB) e Justino Machado Nogueira (SDD), que seriam julgados hoje em Ribas do Rio Pardo, distante 103 quilômetros de Campo Grande, renunciaram nesta manhã aos cargos por meio de uma carta entregue a Câmara Municipal da cidade. No total de oito vereadores, afastados do cargo por envolvimento no escândalo que ficou conhecido como a farra das diárias, três já foram cassados e quatro desistiram dos cargos. 

Conforme o presidente da Casa, Sebastião Roberto Collis (PMDB), o texto será lido durante a sessão de julgamento, marcada para às 18h desta sexta-feira. A sessão vai acontecer normalmente. As cartas serão lidas em plenário para formalizar os pedidos de renuncia dos mandatos. “Eles [Célia e Justino] fizeram isso para não perder os direitos políticos”, diz. A próxima sessão, que irá julgar a vereadora Lucineide Friosi (PSC), deve acontecer na quarta-feira (17).

Operação - No dia 4 de novembro, o Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado) e a Promotoria de Justiça deflagraram a Operação Viajantes, em Ribas do Rio Pardo. Acusados de participação na "farra das diárias" o ex-presidente da Casa Adalberto Alexandre Domingues, o Betinho (PRTB), a vereadora Lucineide, o vice-presidente da Câmara Antonino Ângelo da Silva, Célia Regina Ribeiro, Cláudio Roberto Siqueira Lins, DionyErick Lima, Fabiano Duarte de Souza e Justino Machado Nogueira foram afastados do cargo pelo Juiz da cidade.

De acordo com a investigação do Ministério Público Estadual, os vereadores faziam saques de dinheiro em um supermercado do município, pagavam pensão alimentícia com dinheiro público, forjavam relatórios de viagens e ensinavam os colegas a seguir com os esquemas fraudulentos. O grupo também é acusado de contratar empresas sem licitação ou por procedimentos licitatórios que não passavam de farsa, para beneficiar empresas de familiares e de amigos dos agentes públicos. (Com informações do site Rio Pardo News)




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