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Campo Grande, Quarta-feira, 11 de Dezembro de 2019

03/12/2019 12:34

Vereadores protagonizam bate-boca e sobra até para presidente da sessão

Lívio Viana e Francisco Telles trocaram acusações e tiveram microfones cortados pelo presidente da sessão, que virou alvo na briga

Silvia Frias e Fernanda Palheta
No bate-boca, sobrou até para o vereador Derley dos Reis, que presidia a sessão (Foto/Reprodução)No bate-boca, sobrou até para o vereador Derley dos Reis, que presidia a sessão (Foto/Reprodução)

Os ânimos ficaram exaltados hoje na Câmara Municipal de Campo Grande, depois de mais um bate-boca, desta vez, protagonizado pelos vereadores Lívio Viana (PSDB) e Francisco Telles (PSD). Foi preciso desligar os respectivos microfones para acabar com a briga, que sobrou até para o presidente da sessão.

A briga aconteceu durante a palavra livre, momento que antecede a sessão de votação e que os vereadores utilizam o microfone para assuntos variados.

Alguns vereadores aproveitaram para reclamar da falta de resposta, por parte da prefeitura de Campo Grande, dos requerimentos apresentados durante o ano.

Lívio Viana também falou dos requerimentos e aproveitou a crítica ao Executivo e falou sobre repasse de verba às entidades de assistência social. Por vários momentos disse que a prefeitura deu “calote” e “deu balão”.

Francisco Telles, líder do prefeito na Câmara, rebateu, dizendo que quem não tem projeto apresenta muitos requerimentos. Em um dos revides, Lívio reclamou que não se pode fazer a defesa “a todo custo” e que o colega tem que parar de “endeusar o prefeito”.

No contra-ataque, Francisco Telles pediu ao presidente da sessão, o vereador Derly dos Reis de Oliveira, conhecido como Cazuza, para novo aparte, mas ele explicou que a discussão seria encerrada para que pudessem iniciar a votação dos projetos. Enquanto isso, Lívio ocupou o outro microfone e continuou a discussão.

O líder do prefeito insistiu, mas, sem sucesso. Exaltado, gritava que Derley estava sendo “imparcial”, mas, pelo que se entendeu da discussão, queria dizer “parcial”. Também dizia que “não merecia estar nessa cadeira”, referindo-se à presidência da sessão, no lugar de João Rocha.

Para acalmar os ânimos, o presidente da sessão cortou os microfones. Francisco Telles, ainda muito nervoso, sentou-se, sendo abraçado pelo vereador Francisco Gonçalves (PSB) por cerca de dois minutos, tudo para amenizar o clima de tensão que se estabeleceu na Câmara. Lívio Viana deixou a tribuna em seguida.

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