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Campo Grande, Sábado, 16 de Dezembro de 2017

23/09/2015 11:37

Vereadores querem individualizar o processo na Comissão de Ética

Antonio Marques
Além dos vereadores João Rocha (centro), Chiquinho Teles (à esquerda) e Herculano Borges (à direita) participaram da reunião os parlamentares  Airton Araújo e Vanderlei Cabeludo (Foto: Antonio Marques)Além dos vereadores João Rocha (centro), Chiquinho Teles (à esquerda) e Herculano Borges (à direita) participaram da reunião os parlamentares Airton Araújo e Vanderlei Cabeludo (Foto: Antonio Marques)

Na primeira reunião da Comissão de Ética da Câmara Municipal de Campo Grande, os cinco vereadores debateram a necessidade de desmembramento do processo que contém 656 páginas, com os depoimentos de nove parlamentares ao Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado), durante as oitivas da operação Coffee Break. Cada um dos membros recebeu uma cópia digitalizada do procedimento investigatório 18/2015 do MPE (Ministério Público Estadual).

Participaram da reunião presidida pelo vereador João Rocha (PSDB), Chiquinho Teles (PSD), vice-presidente; Vanderlei da Silva Matos, Vanderlei Cabeludo (PMDB); Ayrton Araújo (PT) e Herculano Borges (SD). Ainda nesta semana eles vão solicitar parecer da Procuradoria Jurídica da Câmara sobre a possibilidade de montar um processo para cada parlamentar ouvido pelo Gaeco.

A Comissão de Ética e Decoro Parlamentar foi criada na última quarta-feira, 8, para investigar a possível quebra de decoro de nove vereadores, Mario Cesar (PMDB); Edil Albuquerque (PMDB); Airton Saraiva (DEM); Waldecy Batista Nunes (PP), o Chocolate; Gilmar da Cruz (PRB); Carlos Augusto Borges (PSB), o Carlão; Edson Shimabukuro (PTB); Paulo Siufi (PMDB) e Jamal Salem (PR), que estão sendo investigados pelo MPE na operação Coffee Break, que apura a possível compra dos parlamentares para cassar o prefeito Alcides Bernal.

Para o presidente, o desmembramento é uma forma de agilizar o trabalho, uma vez que há diferença de manifestação entre os nove investigados. Depois de uma resposta da Procuradoria, a Comissão vai comunicar aos colegas sobre o processo, que vão receber uma cópia dos depoimentos para apresentação da defesa prévia, que deve ser feita por escrito.

João Rocha não soube precisar o tempo para que isso aconteça, mas espera que ainda aconteça pelo menos duas reuniões da Comissão para que os colegas possam ser notificados para apresentarem suas defesas. “Vamos utilizar todo o apoio técnico e jurídico da Casa”, afirmou o presidente da Comissão de Ética, referindo-se ao acompanhamento jurídico que vão necessitar na realização dos relatórios.

Os membros da Comissão também não sabem precisar o prazo para a conclusão dos trabalhos, mas foram categóricos em afirmar que vai ser prioridade para eles. “Temos que considerar que nenhum dos nove investigados foram denunciados ou são réus no processo, apenas foram ouvidos até o momento pelo Ministério Público”, ressaltou João Rocha, que frisou ainda não ter conhecimento de todo o calhamaço que foi entregue aos membros da Comissão.



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