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Política

Vereadores reclamam da falta de autonomia de Pedro Chaves

Por Viviane Oliveira e Kleber Clajus | 12/11/2013 11:49
Carlão acredita que Pedro Chaves precisa de mais autonomia para tentar reforço da base (Foto: Kleber Clajus)
Carlão acredita que Pedro Chaves precisa de mais autonomia para tentar reforço da base (Foto: Kleber Clajus)

Para os vereadores de Campo Grande o secretário de Governo, Pedro Chaves (PSC), pode alcançar a governabilidade na Câmara Municipal, mas para isso precisa garantir primeiro autonomia na tomada de decisões. O vereador Carlão (PSB) observa que em todas as conversas, Pedro Chaves encerra com a frase: “vou ver com Bernal”.

Carlão acredita que vai ser difícil o prefeito Alcides Bernal (PP) conquistar dez votos na Câmara, pois a questão que envolve o progressista não é mais política e sim judicial, uma vez que ele tenta derrubar a Comissão Processante, que pode cassar seu mandato. “É importante que o Bernal dê autonomia ao secretário para tomada de decisão para que não saia como mentiroso do processo”, afirma Carlão.

Os partidos, PSDB e o PSB, não estão certos, ainda, dentro da base do prefeito e do conselho político. Para o vereador João Rocha (PSDB), o partido não entende a necessidade do conselho, pois a Prefeitura precisa de agilidade, quanto menos tempo perder em decisões administrativas e políticas melhor. “Se Bernal não mudar a atitude vai ficar mais difícil, como um jogo de ping-pong, onde os vereadores criticam e o prefeito rebate”.

No caso do PSB, o presidente municipal do partido, vereador Carlão, diz que o partido ainda não foi convidado para fazer parte do conselho político e ressalta “não é cargo que os vereadores querem, mas uma solução para as questões da cidade e também sobre o prédio da Câmara”.

Processante – Sobre os trabalhos da Comissão Processante que avalia, também, um possível afastamento do prefeito, tanto o vereador João Rocha como Carlão dizem que confiam nos integrantes das investigações. “Confio nos meus colegas vereadores e na responsabilidade que vão exercer até por conta da importância da decisão que devem tomar”, observa João Rocha.

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