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Saúde e Bem-Estar

Brasil elimina transmissão vertical da hepatite B; MS segue tendência

Estado notificou 5 gestantes com a doença em 2024, uma das menores taxas da série histórica

Por Inara Silva | 28/07/2026 17:31
Brasil elimina transmissão vertical da hepatite B; MS segue tendência
Teste rápido de hepatite é feito por meio de gota de sangue da ponta do dedo(Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil)

O Brasil atingiu as metas internacionais para eliminar a transmissão da hepatite B de mãe para filho e solicitou à Opas (Organização Pan-Americana da Saúde) a certificação desse resultado. O avanço é atribuído ao fortalecimento do pré-natal, da vacinação e do diagnóstico precoce, que reduziram a prevalência da transmissão vertical para 0,0111% em 2025, índice inferior ao limite de 0,1% estabelecido internacionalmente.

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O Brasil atingiu as metas internacionais para eliminar a transmissão da hepatite B de mãe para filho e solicitou certificação à Opas. A prevalência da transmissão vertical caiu para 0,0111% em 2025, abaixo do limite de 0,1% estabelecido. Em Mato Grosso do Sul, foram registrados cinco casos em gestantes em 2024. O avanço é atribuído ao pré-natal, vacinação nas primeiras horas de vida e diagnóstico precoce.

Em Mato Grosso do Sul, os indicadores seguem a mesma tendência. Dados do Boletim Epidemiológico de Hepatites Virais 2025, do Ministério da Saúde, mostram que o Estado registrou cinco casos de hepatite B em gestantes em 2024, mantendo a taxa de 0,1 caso por mil nascidos vivos, uma das menores da série histórica. Entre 2000 e 2024, foram contabilizados 655 casos da infecção em gestantes sul-mato-grossenses.

Embora o boletim não informe quantos recém-nascidos foram infectados por transmissão vertical no Estado, destaca que a identificação da doença durante a gravidez é um dos principais fatores para evitar novos casos. A prevenção inclui testagem no pré-natal, tratamento das gestantes quando indicado, vacinação do bebê nas primeiras 12 horas de vida e aplicação de imunoglobulina nos recém-nascidos expostos ao vírus.

Em todo o país, segundo a Agência Brasil, foram registrados 30.965 casos de hepatite B em gestantes entre 2000 e 2024, o equivalente a 10,3% de todos os diagnósticos da doença. No mesmo período, a transmissão vertical respondeu por 7.388 casos, ou 2,4% das infecções com mecanismo de transmissão conhecido. Apenas em 2024, foram confirmados 188 casos desse tipo de infecção.

De acordo com o Ministério da Saúde, o resultado também reflete a elevada cobertura do pré-natal, superior a 98% entre 2024 e 2025, e da vacinação contra a hepatite B nas primeiras horas de vida, que alcançou 97% em 2024 e 100% em 2025. Esses indicadores embasaram o pedido de certificação internacional e aproximam o país da meta de eliminar as hepatites virais como problema de saúde pública até 2030.

Prevenção - Apesar dos avanços, a Sociedade Brasileira de Hepatologia reforça que a prevenção também depende da vacinação contra a hepatite B, da testagem precoce e da adoção de medidas de proteção, como o uso de preservativos e o não compartilhamento de agulhas, seringas, lâminas, alicates de unha e escovas de dente.

A entidade recomenda que toda a população realize pelo menos um teste para hepatites B e C ao longo da vida, especialmente pessoas com mais de 40 anos e grupos mais vulneráveis, como gestantes, profissionais de saúde, pessoas com múltiplos parceiros sexuais, pessoas vivendo com HIV e usuários de drogas injetáveis ou inaladas.

Vacinação e tratamento - O Sistema Único de Saúde (SUS) oferece vacinação contra as hepatites A e B, além de tratamento gratuito para as hepatites B e C. A vacina contra a hepatite B está disponível para toda a população, com a primeira dose aplicada ainda nas primeiras horas de vida. Pessoas que não foram vacinadas ou não completaram o esquema também podem atualizar a imunização.

Já a vacina contra a hepatite A integra o calendário infantil e é aplicada em dose única aos 15 meses. Ela também é indicada para grupos específicos, como pessoas com doenças crônicas do fígado, hepatites B ou C, HIV, imunossupressão, usuários de PrEP (profilaxia pré-exposição) e pacientes transplantados ou em preparação para transplante.

Para a hepatite C, o SUS disponibiliza antivirais de ação direta para adultos e crianças a partir de 3 anos, com taxas de cura superiores a 95%. Já os pacientes com hepatite B que apresentam indicação clínica têm acesso a tratamento contínuo, capaz de retardar a progressão da doença e reduzir o risco de complicações graves, como cirrose e câncer de fígado.

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