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Saúde e Bem-Estar

Professores protestam no Centro por concursos, previdência e salários

Mobilização é nacional; ato tem participação de cerca de 150 pessoas em Campo Grande

Por Cassia Modena e Geniffer Valeriano | 14/04/2026 12:01
Professores protestam no Centro por concursos, previdência e salários
Professores exibem cartazes a quem passa pela Avenida Afonso Pena (Foto: Osmar Veiga)

Nesta manhã (14), cerca de 150 professores protestaram no Centro de Campo Grande com faixas, cartazes e panfletos por valorização da carreira na educação. Eles cobraram o chamamento dos aprovados em concursos da SED (Secretaria Estadual de Educação) e da Semed (Secretaria Municipal de Educação) e a realização de novos certames, além de pedir o fim do desconto de 14% da previdência na folha de pagamento dos aposentados que trabalharam na rede estadual.

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Cerca de 150 professores protestaram nesta segunda-feira (14) no Centro de Campo Grande, na Avenida Afonso Pena, durante a 27ª Semana Nacional de Defesa e Promoção da Educação Pública. Os manifestantes cobraram o chamamento de aprovados em concursos da SED e da Semed, a realização de novos certames e o fim do desconto de 14% na previdência de aposentados da rede estadual. A SED informou que o concurso vigente já cumpriu seu objetivo e não será prorrogado.

A mobilização ocorre nacionalmente pela 27ª Semana Nacional de Defesa e Promoção da Educação Pública, promovida por centrais sindicais. Um dos representantes em Campo Grande é a ACP (Sindicato Campo-grandense dos Profissionais da Educação Pública). Presidente da entidade, Gilvano Kunzler Bronzoni, explicou que atividades e reuniões on-line entre a classe debateram quais pautas regionais seriam levadas ao protesto.

Foram levantadas quatro principais questões em relação a Campo Grande e Mato Grosso do Sul. "A primeira é o fim do confisco da previdência dos 14% pelo Estado; a segunda é a realização do concurso público estadual; a terceira é a prorrogação de concurso público da rede municipal de ensino; e a quarta é o chamamento dos professores aprovados na rede municipal", elenca o sindicalista.

Professores protestam no Centro por concursos, previdência e salários
Elvita veste camiseta com a demanda de aposentados da educação estadual (Foto: Geniffer Valeriano)

Quanto ao primeiro ponto, a aposentada Elvita Cortez, 81 anos, pede mais sensibilidade. "É o momento em que nós professores gastamos com médico, farmácia. Foram 54 anos de trabalho, eu e meus colegas sentimos no coração e reivindicamos que tirem esses 14% de desconto. Nós já pagamos para nos aposentar e continuamos pagando após aposentados. Só no meu salário, é um desconto de quase R$ 2 mil", relata.

Concursos - Professores ouvidos pela reportagem no local do protesto, o cruzamento da Avenida Afonso Pena com a Rua 14 de Julho, destacaram que o chamamento de aprovados nos últimos concursos públicos lançados pelo governo do Estado e pela prefeitura, além da redução da desigualdade salarial entre efetivos e contratados, são as prioridades do grupo.

Ângela Pinheiro é professora municipal concursada e também aguarda ser chamada no último concurso da educação estadual, realizado em 2022. "O prazo dele vence em junho deste ano e existem mais de 300 pessoas aguardando serem chamadas. Acho de muita importância ter mais professores efetivos porque só 30% dos professores do Estado são", disse.

Professores protestam no Centro por concursos, previdência e salários
A professora Ângela pede novo concurso público e chamamento em certame próximo de vencer (Foto: Geniffer Valeriano)

O professor Fernando Leigue é concursado há 16 anos, também na rede municipal, e atua como contratado na rede estadual. Sobre as escolas estaduais, ele aponta que a diferenciação salarial entre efetivos e convocados "é injusta, chegando a até 40% entre os rendimentos, e deve ser diminuída cada vez mais", afirmou. Ele comparou a situação à rede municipal, em que essa diferenciação é bem menor. "É um grande avanço, apesar do servidor municipal ganhar menos que o estadual na educação", finaliza.

O que dizem as Secretarias - O Campo Grande News consultou as assessorias de imprensa das Secretarias Estadual e Municipal de Educação e de Administração sobre as demandas dos profissionais.

Segundo a SED, o concurso ao qual os professores se referem já foi prorrogado em 2024 e vence nos próximos meses, de fato. O prazo não será estendido, além de que o certame "já cumpriu seu objetivo" ao convocar mais servidores do que o edital previa. "Estavam previstas 722 vagas e passamos disso, chegando a mais de mil chamamentos. Os que obtiveram a nota mínima para aprovação são chamados quando há disponibilidade", justificou.

Quanto ao baixo percentual de professores efetivos na rede estadual, a secretaria afirma que precisa manter um número elevado de contratados devido à necessidade de substituição de profissionais afastados e de manter programas educacionais de formação profissional e tecnológica que necessitam de profissionais com formações específicas.

A SAD (Secretaria Estadual de Administração) foi procurada para se manifestar sobre o desconto previdenciário e a previsão de um novo certame para a educação, mas não houve retorno até a publicação desta matéria. O espaço segue aberto.

Já a Semed afirmou que iniciou as tramitações necessárias para prorrogar o concurso vigente. "O processo segue os trâmites legais e orçamentários, e novas informações serão divulgadas oportunamente pelos canais oficiais", diz nota.

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