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Dica do que fazer se o seu voo for cancelado por falta de piloto

Por Paulo Nonato de Souza | 15/01/2022 08:13
Somente nesta sexta-feira, 14, foram cancelados 32 voos da Azul programados no período entre a meia-noite e 17 horas (Foto: Reprodução)
Somente nesta sexta-feira, 14, foram cancelados 32 voos da Azul programados no período entre a meia-noite e 17 horas (Foto: Reprodução)

Passagem comprada e mala pronta não são garantias de viagem neste início de 2022. A nova onda da Covid-19 com a variante Ômicron e a epidemia da gripe H3N2 estão provocando cancelamentos de voos das principais companhias aéreas quase que diariamente, devido ao aumento de casos de coronavírus e influenza nas suas tripulações.

Estamos na metade do primeiro mês do ano e no Brasil já são centenas de voos cancelados por falta de tripulação. Na Latam, por exemplo, os cancelamentos de voos por conta das dispensas médicas de pilotos, copilotos e aeromoças afetaram 1% da malha. O impacto foi sentido também na Azul e na Gol.

Desde 6 de janeiro, o Aeroporto de Viracopos, em Campinas (SP), registrou 233 voos cancelados por conta do afastamento de tripulantes da companhia aérea Azul diagnosticados com Covid-19 ou gripe. Somente nesta sexta-feira, 14, foram cancelados 32 dos seus voos programados no período entre a meia-noite e 17 horas. Pelo mesmo motivo, ao menos 11 voos que sairiam do Aeroporto Internacional dos Guararapes, no Recife, nesta última sexta-feira, foram cancelados.

A situação é de insegurança nos viajantes, a ponto de o passageiro acessar a sala de embarque sem ter certeza de que irá embarcar. Foi o que aconteceu com o campo-grandense Carlos Henrique Soares, que na última quinta-feira, 13, viu o portão de embarque do seu voo da Gol para Campo Grande mudar diversas vezes e somente em cima da hora de entrar no avião a informação no painel do Aeroporto de Congonhas mudou de “a confirmar” para “confirmado”.

Segundo ele, o tempo todo chegavam mensagens de parentes e amigos no seu WhatsApp com extensa listas de voos cancelados. “Fiquei muito aflito. Tive certeza de que meu voo seria cancelado e comecei a pensar em um plano para me acomodar ali mesmo no Aeroporto de Congonhas e esperar que a situação fosse resolvida”, comentou Carlos Henrique.

Em 1º de janeiro deste ano a Lei nº 14.174/2021 perdeu a validade e as regras que estavam em vigor durante o auge da pandemia de covid-19 não serão mais aplicadas em função do fim da flexibilização, ou seja, voltaram a valer as antigas regras para alteração e cancelamento de voos. O que está em vigor agora é a Resolução nº 400/2016 da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).

Durante a pandemia, o consumidor que cancelasse uma passagem para viagens entre 19 de marco de 2020 e 31 de dezembro de 2021, estava isento da cobrança de multa, e o valor pago era convertido em crédito para próxima viagem. Quem optasse pelo reembolso teria até um ano para receber o valor, que seria corrigido pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), mas os passageiros devem ficar atentos porque essas regras mudaram.

Veja abaixo três pontos importantes sobre os direitos do passageiro no caso do seu voo ser cancelado:

1 - Com o cancelamento do voo, os passageiros que compraram bilhetes têm o direito de serem restituídos, segundo o Procon.

2 – O viajante deve ser reacomodado em outro voo, receber o reembolso integral da passagem em até sete dias ou optar pela remarcação da data da viagem sem qualquer custo.

3 - O reembolso, se for o caso, deve ser feito em até sete dias a partir da solicitação.

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