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Na retomada, Pantanal "ganha" reforço do Forte Coimbra

Por Paulo Nonato de Souza | 16/07/2020 07:42
Construído em 1775 , o Forte Coimbra é uma relíquia brasileira na história da Guerra do Paraguai (Foto: André Samambai/Ministério do Turismo
Construído em 1775 , o Forte Coimbra é uma relíquia brasileira na história da Guerra do Paraguai (Foto: André Samambai/Ministério do Turismo

O Pantanal por si só já se garante como um atrativo de grande interesse turístico, com toda a sua vasta extensão em belezas naturais, e na retomada do turismo no pós-pandemia a região terá um reforço especial em seu elenco de atrações.

Com área de 40 mil metros quadrados (o equivalente a cerca de 6 campos de futebol), o Forte Coimbra, uma fortaleza militar construída no final do Século 18, na margem direita do Rio Paraguai, no Distrito de Forte Coimbra, a 100 km de Corumbá, passará por reformas que deverão ser concluídas no prazo de 10 meses, ou seja, em 2021, quando se espera que a Convid-19 já tenha sido controlada e viajar não esteja mais apenas no campo dos sonhos.

Esta semana, o Ministério do Turismo divulgou nota sobre a reforma do Forte Coimbra, que vem sendo aguardada desde outubro de 2019, quando o Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional), em Mato Grosso do Sul, lançou licitação para a elaboração do projeto, e destaca que, “dentre as intervenções previstas estão a readequação dos espaços internos e o uso do forte para visitações dos turistas”.

Construído em 1775 e tombado em 1973 pelo Iphan, o forte foi utilizado na Guerra do Paraguai (1865-1870) e já passou por outras reformas em sua construção feita em pedra, como em 1995, mas naquela oportunidade a finalidade era apenas a preservação da fortaleza, que teve nova pintura e substituição de pedras deterioradas pelo tempo.

Desta vez, segundo o Ministério do Turismo, o que se pretende com a revitalização, além da preservação de uma “edificação ímpar para a constituição do território nacional e defesa das fronteiras brasileiras na Guerra do Paraguai”, é ter o forte como referência entre os atrativos do turismo no Pantanal sul-mato-grossense.

As melhorias na readequação de espaços para receber turistas, na rede de reservatórios de água e nas instalações elétricas, terão investimentos de R$ 385 mil, e como em 1995, as obras serão executadas pelo Exército.

“A iniciativa do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional no Mato Grosso do Sul será elaborada por empresa especializada, contratada por meio de licitação e terá todo o processo de execução acompanhado pelo Instituto. O Exército Brasileiro, responsável pela edificação, terá participação ativa nas discussões dos projetos arquitetônicos, de intervenção e complementares que devem ser entregues no prazo de dez meses”, diz a nota do Ministério do Turismo.

História – O Forte Coimbra teve participação importante como palco de batalhas na Guerra do Paraguai. Em 27 de dezembro de 1864, os paraguaios com 5 batalhões de Infantaria e dois regimentos de Cavalaria a Pé, num total de 3.200 homens, armados com 12 canhões, 1 bateria de 30 foguetes franceses de 24 mm, protegidos por 10 embarcações de guerra, sob o comando do coronel Vicente Barrios, intimaram o Forte de Coimbra a se render.

A posição brasileira tinha 125 oficiais e soldados de Artilharia a Pé, reforçados por cerca de 30 Guardas Nacionais, alguns guardas de Alfândega, meia dúzia de prisioneiros e duas dezenas de índios.

Os combates foram intensos durante dois dias. As esposas e familiares dos oficiais e praças preparavam cartuchos de pólvora, ataduras, e atenderam como possível os feridos. Sem recursos para resistir e distante de reforços, os brasileiros se renderam na noite de 28 para 29 de dezembro de 1864. O Forte Coimbra permaneceu ocupado pelas forças paraguaias até abril de 1868, quando abandonaram o local conduzindo a sua artilharia e tudo o que nele existia.

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