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Turismo rural é tendência para atender novo perfil de turista

Por Paulo Nonato de Souza | 29/09/2020 08:05
Cena inesquecível na Fazenda Refúgio Ecológico Caiman, em Miranda, no Pantanal de Mato Grosso do Sul (Foto: Reprodução/Caiaman)
Cena inesquecível na Fazenda Refúgio Ecológico Caiman, em Miranda, no Pantanal de Mato Grosso do Sul (Foto: Reprodução/Caiaman)

O turismo rural será peça-chave para reerguer o setor e atender a demanda de um novo perfil de turista no pós-pandemia de coronavírus. A ideia que já é apresentada como tendência põe Mato Grosso do Sul, com seus destinos turísticos basicamente focados em natureza, entre as principais alternativas para visitantes brasileiros e estrangeiros.

Na opinião da presidente da Associação Visit Pantanal, Cristina Moreira Bastos, a inserção de Mato Grosso do Sul nesse contexto de turismo de natureza não terá nenhuma dificuldade, pelo contrário, considerando que a maioria dos destinos turísticos do estado já tem o rural como principal marca de venda de pacotes e passeios.

“Com certeza Mato Grosso do Sul já sai na frente porque já é um destino que lembra o rural, o estado lembra o campo e a natureza. Quando o objetivo é fazer turismo de contato com o meio ambiente, fauna e flora, não tem como não lembrar do Pantanal, porque já praticamos o turismo rural e o turismo ecológico nos hotéis fazendas, e isso significa que naturalmente estamos nas intenções de viagens das pessoas que preferem curtir a natureza”, afirmou Cristina Moreira Bastos.

Tema do Dia Mundial do Turismo, celebrado no último domingo, 27, com o slogan “Turismo e Desenvolvimento Rural”, a opção por passeios em ambientes rurais, ou seja, fora dos centros urbanos, deverá ter papel importante na era da Covid-19, considerando que o vírus ainda é uma ameaça, e também no pós-pandemia.

“Eu não apostaria especificamente no segmento do turismo rural, mas sim em atividades de ecoturismo, turismo de aventura, turismo de lazer e até turismo rural no espaço rural, porque o turismo rural como segmento são aquelas atividades voltadas para a lida diária das fazendas, as comidas típicas de fazenda. Tudo isso é muito bacana, mas não vejo como tendência essa atividade específica”, disse o diretor-presidente da Fundação Estadual de Turismo (Fundtur) e presidente do Fórum Nacional dos Secretários e Dirigentes Estaduais de Turismo (Fornatur), Bruno Wendling.

Em Bonito, exemplificou Bruno Wendling, todas as atividades de ecoturismo e turismo de aventura são em fazendas, no meio rural, mas não são atividades de turismo rural. “Portanto, eu apostaria muito mais em atividades outdoor de natureza do que em turismo rural”, ressaltou ele.

Ao defender o turismo rural como protagonista do momento, o ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio, disse que o crescimento do setor representa uma alternativa de renda para o campo, ajuda a estabilizar a economia local e cria negócios e empregos diretos e indiretos.

“O Brasil ainda não extraiu todo o potencial que o turismo rural tem a oferecer e agora é a hora de desenvolvermos e valorizarmos nosso patrimônio cultural e natural”, declarou o ministro do Turismo na abertura da Abav Collab, feira virtual organizada pela Associação Brasileira de Agências de Viagens (Abav). Por conta da pandemia, o evento na Internet substitui a tradicional feira anual de turismo realizada em São Paulo, entre 27 de setembro e 02 de outubro.

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