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Campo Grande, Quinta-feira, 14 de Dezembro de 2017

24/05/2011 11:16

Vereadores ouvem explicações sobre espancamento ocorrido nas Lojas Americanas

Vanda Escalante

Em nova audiência, marcada para esta quarta-feira (25), serão ouvidos a vítima e o presidente do Sindicato dos Vigilantes

Silzemar Mendonça, Advogado das Lojas Americanas, apresentou aos vereadores versão da empresa sobre agressão a cliente. (Foto: Vanda Escalante)Silzemar Mendonça, Advogado das Lojas Americanas, apresentou aos vereadores versão da empresa sobre agressão a cliente. (Foto: Vanda Escalante)

Em audiência na manhã desta terça-feira (24), representantes das Lojas Americanas apresentaram na Câmara Municipal sua versão a respeito da agressão ao cliente Marcio Antonio de Souza, ocorrida há um mês, depois de abordagem que teria sido motivada pela suspeita de furto de ovos de Páscoa.

As explicações solicitadas pelos vereadores foram adiadas por duas vezes, mas segundo o presidente da Câmara, Paulo Siufi (PMDB), quem solicitou a remarcação das datas foi a própria Câmara, e não as Americanas.

O advogado da empresa, Silzemar Mendonça, disse aos vereadores que as Lojas Americanas “repudiam e não aceitam qualquer tipo de agressão”, mas manteve a tese de que o vigilante Décio Garcia de Souza agiu em “legítima defesa”.

O advogado afirmou ainda que Décio normalmente não atuava nas Lojas Americanas, mas, por ser chefe da segurança na empresa FV (que é responsável pelo serviço nas Americanas), teria sido deslocado para reforçar a vigilância na loja em virtude do grande movimento da véspera da Páscoa.

Mendonça afirmou ainda que as fitas entregues à polícia mostram Marcio dando empurrões em Décio enquanto era conduzido à sala da gerência da loja, o que comprovaria a alegação de que o vigilante agiu em reação às atitudes de Marcio. Em resposta aos questionamentos dos vereadores, o advogado disse também que a empresa de vigilância teria afastado Décio das funções temporariamente, enquanto a polícia investiga o caso.

A posição oficial das Lojas Americanas, de acordo com o advogado, é aguardar a conclusão das investigações e da atuação do judiciário a respeito do ocorrido. A empresa continua prestando serviço de vigilância às Lojas Americanas. Durante a explanação, em momento algum o advogado explicitou que a empresa esteja assumindo qualquer tipo de responsabilidade pelo ocorrido.

Presente no plenário, em companhia da Regina Bezerra, Marcio apenas assistiu à explanação do advogado da empresa, mas aceitou o convite dos vereadores para falar também a respeito do caso. A audiência ficou marcada para esta quarta-feira (25), às 9h, ocasião em que também será ouvido o presidente do Sindicato dos Vigilantes de Campo Grande e Região, Celso Adriano Gomes da Rocha.

A audiência foi conduzida pelo vereador Paulo Siufi e teve a participação dos vereadores Alex do PT e Dr. Jamal (PR), que fazem parte da Comissão Permanente de Cidadania e Direitos Humanos, além dos vereadores Athayde Nery (PPS), Carlos Augusto Borges, o Carlão (PSB), João Rocha (PSDB) e Vanderlei Cabeludo (PMDB). Entre os vereadores, a unanimidade é de que houve abuso, já que nem mesmo agressão prévia ou a confirmação de furto poderiam ter justificado a violência praticada pelo vigilante contra o cliente.

Sem filmagem - Depois da audiência a advogada de Marcio, Regina Bezerra, disse que é falsa a informação de que haja registro em vídeo de seu cliente empurrando o vigilante. “Não tem nada disso nas fitas entregues à polícia. Ao contrário, o que as filmagens mostram é que Marcio é que foi empurrado por Décio todo o tempo, enquanto era conduzido atá a sala do pânico”, afirmou.

“Não é da categoria” - Já o presidente do Sindicato dos Vigilantes, Celso Adriano Gomes da Rocha, repudiou a forma como têm sido rotulados os profissionais da categoria e afirmou que Décio agiu de forma irregular, uma vez que não é treinado para as funções de vigilante. “Parece que os vigilante são todos agressivos e despreparados, e não é assim. O que acontece é que as funções administrativas, de supervisor, como é o caso do Décio, podem ser exercidas por qualquer pessoa que não tem que ter o mesmo treinamento que nós”, argumentou.

O advogado da FV, Felipe Matos, também participou da audiência e defendeu a empresa. “É uma empresa séria, autorizada pela Polícia Federal, e estamos inclusive cumprindo o compromisso de submeter nossos profissionais a novos treinamentos e reciclagem não apenas com a [Polícia] Federal, mas também com especialistas da área de Direitos Humanos”, garantiu.



Não é a primeira vez que ocorre esse fato, entretanto faz-se necessário analisar com desvelo o caso abordado para que o mesmo não se repita. Toda e qualquer forma de preconceito deve ser banida e repudiada, afinal se todos são iguais perante à lei, por quê alguns são tratados com tamanha indiferença?
 
Lucilene Alves em 12/07/2011 06:49:42
Será que as crianças da Pestalozzi, também agrediram o tal funcionário da empresa? Será que essas crianças também ofereciam risco de integridade física ao segurança da empresa? ESSA JUSTIFICATICA É NO MÍNIMO RIDÍCULA
 
VERA RITA em 25/05/2011 09:45:54
olha essa empressa tem que ser punida exemplarmente, mas como já disseram, o que temos que fazer e deixa de comprar nas lojas amenricanas de uma vez por todas, é o que pesso para todos, não vamos comprar nas lojas americanas.
 
marcelo virakosqui palma em 25/05/2011 09:09:02
eu acho isso uma grande palhaçada pois como recompença e pedido de desculpa deveriam pagar uma boa endenização
ao consumidor agredido!!!!!!!!!!!!!!!!
 
jhon maicon em 25/05/2011 08:13:13
A algum tempo atrás era fácil resolver a parada, colocava os dois "mano a mano" e deixava eles se quebrarem, agora é um bando de fracote contratam advogados pra mentirem diante de um juiz e da opinião pública. Que dificuldade.
 
Jorge Antonio Dias em 25/05/2011 07:49:23
Não é de hoje que ouço falar a mesma história com esta empresa, parece que é de costume dela! Só que desta vez ao invez de correr como tantos outros, o agredido denunciou!
 
Carlos Leite em 24/05/2011 12:40:18
E os outros casos de agressão ocorrido nessa loja também são de legitima defesa?será que todos q foram suspeitos de estar roubando e que sofreram agressão,os seguranças dessa loja também agiram de legitíma defesa?que coisa né?
 
maira mendes em 24/05/2011 12:35:54
Sinceramente não é possível entender como tem alguem com coragem de entrar numa espilunca de loja, até o nome não é convidativo.
 
Roberto Wagner em 24/05/2011 11:02:15

O Fato ocorrido, foi registrado na Depol, colhem-se as provas e remetem-se os autos ao Poder Judiciário, a quem cabe julgar. Não vejo o motivo da Camara Municipal fazer pressão para as explicações em Plénário, isso se dá na Justiça punindo o responsável, pela atitude grosseira e criminosa com o Cliente. Esta na hora da Camara Municipal exercer as atribuições que compete a ela e não querer fazer Justiça em Plénário, acusando ou inocentando.
 
Silvana Lopes em 24/05/2011 09:57:33
campo grande ẽ uma cidade de capial!!!!! e as lojas americanas ẽ uma porcaria.

 
wellington ribas em 24/05/2011 06:27:20
SÓ TEM UMA SOLUÇÃO:
PARAR DE COMPRAR NAS LOJA AMERICANAS, É O MINIMO QUE PODEMOS FAZER, EU JÁ DEIXEI DE COMPRAR LÁ, E SE TODOS FIZERMOS ISSO , ELES IRÃO APRENDER A LIDAR COM O CONSUMIDOR!
 
PAULO FIGHTIND em 24/05/2011 04:43:02
Eu, se fosse advogado, teria vergonha de afirmar que o preposto da minha cliente agiu em legítima defesa. Vejam, a legítima defesa tem caráter específico no sistema jurídico brasileiro. Ela tem que ser imediata e proporcional a agressão eminente, ou, previamente sofrida. Significa dizer, têm que ser na medida exata do conceito geral do verbo defender.
Agora, para aceitar que foi legítima defesa a ação do preposto das Lojas Americanas teríamos que imaginá-lo sob o risco de sofrer exatamente o que sofreu o consumidor, ou pior.
Não me lembro de terem informado nos meios de comunicação que o segurança das lojas Americanas tenha sequer sofrido hematomas por decorrência de qualquer briga que tenha se envolvido com o consumidor.
A câmara municipal deveria aceitar a explicação do advogado das lojas Americanas como uma piada de muito mau gosto. Pois, considerá-la uma defesa desprovida de competência seria desnecessária agressão ao profissional.
Episódio lamentável que esperamos que não se repita.
OUTRA COISA: O QUÊ É QUE A CÂMARA MUNICIPAL TEM A VER COM ESTE CASO?
 
José da silva em 24/05/2011 04:41:39
Não entro nessa loja há uns 20 anos.....
 
Carlos Castro em 24/05/2011 04:29:57
Direito de defender a empressa ta no seu direito advogado, mas de defender a atitude do funcionário não, ele foi agressivo e se não tivesse a interferencia dos colegas ele teria matado o cliente, estou imaginando coisas? não. Agrediu sem perguntar a procedencia da mercadoria, sem mesmo o cliente poder provar que comprou em outro estabelecimento.E agora? o cliente ta ferido fisicamente e moralmente, a justiça tem que ser feita, e que seja.
 
Rita Saravy em 24/05/2011 03:13:52
Quié que a câmara tem q se meter nisso.
Já tá na puliça.
Esses vereadores devem é explicações sobre os usos indevidos dos gabinetes:
para venda de casas ou uso particular por partidos.
Isso é o que eles devem fazer.
E nada com audiências cabeludas...
 
Orlando Lero em 24/05/2011 03:13:01
Querem tentar explicar o inexplicável ... Lamentável !!!
 
Carlos Henrique de S. Barbosa em 24/05/2011 02:15:34
Quer dizer que pra ser funcionário da administração ou supervisor nessa empresa de vigilância, a pessoa não precisa ter equilíbrio? Coisa feia, hein.
 
Nehemias Lili em 24/05/2011 02:14:33
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