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Campo Grande, Quarta-feira, 23 de Outubro de 2019

23/10/2012 09:08

A árvore e o fruto

Por Valfrido M. Chaves (*)

Por mais lido, letrado ou enfronhado que seja o leitor, ele jamais viu dentre aqueles hoje no poder e que participaram da luta armada contra a ditadura militar, uma palavra de autocrítica sobre a esperança deliróide que os moviam: instalar, no Brasil, um regime totalitário, com eliminação da propriedade privada.  Este escriba, testemunha ocular dos fatos, preso em 68, pode afirmar com tranqüilidade: naquela época, nunca houve sequer um panfleto daquela militância pela  “redemocratização”. Pelo contrário: participava eu da “Frente de Esquerda da PUC”, que organizava manifestações públicas e de massa contra o regime militar quando, exatamente, o Rio e São Paulo penderam contra o regime.

Nesse momento a Frente foi extinta porque, conforme a sua liderança, “os movimentos de massa só estão propiciando crescimento da direita progressista”. Ou seja, o povo querendo redemocratização e não instalação de uma ditadura totalitária. Mas, ironicamente, na esteira daqueles que redemocratizaram a Nação, como Ulísses, Tancredo e milhões de almas democráticas, no início deste século, aqueles que repudiavam a redemocratização chegaram ao poder. E, no poder, os antigos guerrilheiros castristas  nunca renegaram a motivação do passado ou fizeram uma profissão de fé no regime democrático. Passaram mais a sussurrar o velho lema “a burguesia fede”, enquanto embolsaram  seus sonantes demonstrando, assim, seu desprezo pela “democracia burguesa”. É como denominam o regime democrático ocidental, onde governantes e governados estão sob as leis  e tem a verdade e a moral como parâmetros, como freios aos impulsos e interesses anti-sociais.

Como a ideologia  no poder é “onipotente”, representando a “Marcha da História”, tendo como causa santa a eliminação da propriedade privada, passando pelo controle da imprensa e dos direitos individuais, a “prática” de sua militância também a tudo pode, estando acima da verdade, da mentira e, sobretudo, da moral burguesa: deliram ser “agentes da História”! Portanto, quando lançaram mão dos recursos públicos, como do Visanet, para corromper congressistas e Partidos, estavam agindo de modo “moral”, pois, mais expandiam o “poder popular”, e desmoralizavam a “democracia burguesa”. Ou seja, leitor, pervertido, moralista,  seria Você que abomina o “Mensalão”. Seria o ministro Celso de Mello,  quando se referiu ao escândalo como “macro delinqüência governamental”.

Quem teria “moral”, dentro dessa lógica, seriam os mensaleiros, corruptores e corrompidos. Mas não dá para encerrar o tema sem referência ao modo como a militância onipotente desmente o Supremo e nosso testemunho dos fatos, quando  nos dizem santamente: “mas nada foi comprovado”! Então, só  lembrando de Ingrid Betencourt, falando de seus onipotentes sequestradores das FARCs: “ são como autistas, vivem noutro mundo”! E a coisa complica quando é para esse universo que esses “donos da História” querem nos sequestrar! Vate Retro, Satana!

(*)Valfrido M. Chaves é  psicanalista.

 

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