A notícia da terra a um clique de você.
Campo Grande, Domingo, 24 de Setembro de 2017

23/10/2012 09:08

A árvore e o fruto

Por Valfrido M. Chaves (*)

Por mais lido, letrado ou enfronhado que seja o leitor, ele jamais viu dentre aqueles hoje no poder e que participaram da luta armada contra a ditadura militar, uma palavra de autocrítica sobre a esperança deliróide que os moviam: instalar, no Brasil, um regime totalitário, com eliminação da propriedade privada.  Este escriba, testemunha ocular dos fatos, preso em 68, pode afirmar com tranqüilidade: naquela época, nunca houve sequer um panfleto daquela militância pela  “redemocratização”. Pelo contrário: participava eu da “Frente de Esquerda da PUC”, que organizava manifestações públicas e de massa contra o regime militar quando, exatamente, o Rio e São Paulo penderam contra o regime.

Nesse momento a Frente foi extinta porque, conforme a sua liderança, “os movimentos de massa só estão propiciando crescimento da direita progressista”. Ou seja, o povo querendo redemocratização e não instalação de uma ditadura totalitária. Mas, ironicamente, na esteira daqueles que redemocratizaram a Nação, como Ulísses, Tancredo e milhões de almas democráticas, no início deste século, aqueles que repudiavam a redemocratização chegaram ao poder. E, no poder, os antigos guerrilheiros castristas  nunca renegaram a motivação do passado ou fizeram uma profissão de fé no regime democrático. Passaram mais a sussurrar o velho lema “a burguesia fede”, enquanto embolsaram  seus sonantes demonstrando, assim, seu desprezo pela “democracia burguesa”. É como denominam o regime democrático ocidental, onde governantes e governados estão sob as leis  e tem a verdade e a moral como parâmetros, como freios aos impulsos e interesses anti-sociais.

Como a ideologia  no poder é “onipotente”, representando a “Marcha da História”, tendo como causa santa a eliminação da propriedade privada, passando pelo controle da imprensa e dos direitos individuais, a “prática” de sua militância também a tudo pode, estando acima da verdade, da mentira e, sobretudo, da moral burguesa: deliram ser “agentes da História”! Portanto, quando lançaram mão dos recursos públicos, como do Visanet, para corromper congressistas e Partidos, estavam agindo de modo “moral”, pois, mais expandiam o “poder popular”, e desmoralizavam a “democracia burguesa”. Ou seja, leitor, pervertido, moralista,  seria Você que abomina o “Mensalão”. Seria o ministro Celso de Mello,  quando se referiu ao escândalo como “macro delinqüência governamental”.

Quem teria “moral”, dentro dessa lógica, seriam os mensaleiros, corruptores e corrompidos. Mas não dá para encerrar o tema sem referência ao modo como a militância onipotente desmente o Supremo e nosso testemunho dos fatos, quando  nos dizem santamente: “mas nada foi comprovado”! Então, só  lembrando de Ingrid Betencourt, falando de seus onipotentes sequestradores das FARCs: “ são como autistas, vivem noutro mundo”! E a coisa complica quando é para esse universo que esses “donos da História” querem nos sequestrar! Vate Retro, Satana!

(*)Valfrido M. Chaves é  psicanalista.

 

Às vezes, temos de magoar alguém para salvar a nós mesmos
Poderemos ter que romper com um parceiro que ainda nos ame, que dizer não a alguém muito querido, que ser antipáticos, pois sempre haverá a necessida...
Por que participar do Comitê dos Usuários de Serviços de Telecomunicação
Desde a polêmica das franquias de dados na Internet fixa, a Agência Nacional de Telecomunicações vive uma crise de imagem e de legitimidade. Na época...
A Guerra de 100 anos: poupadores vs bancos
Há 680 anos, a Europa ocidental testemunhava o início de uma de suas mais longas guerras. A versão mais conhecida entre historiadores é de que o conj...
As deformações sobre o conteúdo (ataques e defesas) da reforma trabalhista
Recentemente li uma matéria no Jornal Valor Econômico, de 11 de setembro de 2017, que me deixou muito intrigado. Na verdade, perplexo. Com argumentaç...



imagem transparente

Classificados


Desenvolvido por Idalus Internet Solutions