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Lado Rural

MS acelera produção de soja e projeta uma das melhores safras da história

Clima favorável e tecnologia elevam produção em dois dígitos

Por José Cândido | 12/02/2026 14:23
MS acelera produção de soja e projeta uma das melhores safras da história
Projeções indicam uma safra histórica da soja, impulsionada por condições climáticas favoráveis - (Foto: Jaelson Lucas/AEN.)

Estado deve registrar crescimento de 14% na produção da oleaginosa, mesmo com cenário nacional ligeiramente abaixo do recorde de 2025

RESUMO

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A safra brasileira de cereais, leguminosas e oleaginosas em 2026 projeta um dos maiores volumes da história, com destaque para Mato Grosso do Sul, que deve colher 15 milhões de toneladas de soja, representando um crescimento de 14% em relação a 2025. No cenário nacional, a estimativa total é de 342,7 milhões de toneladas de grãos, com a região Centro-Oeste liderando a produção. Enquanto outros grãos apresentam retração, como milho, arroz e algodão, a soja alcançará novo recorde histórico com 172,5 milhões de toneladas, consolidando-se como principal força do agronegócio brasileiro.

A safra brasileira de cereais, leguminosas e oleaginosas em 2026 caminha para um dos maiores volumes da história, mas o destaque, para Mato Grosso do Sul, está na soja. Segundo o Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA), divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, o Estado deve colher 15 milhões de toneladas da oleaginosa, um crescimento expressivo de 14% em relação a 2025.

No cenário nacional, a estimativa para todos os grãos soma 342,7 milhões de toneladas — 1% abaixo do recorde de 2025, mas com leve alta frente a dezembro. A soja, sozinha, puxa o desempenho e deve alcançar novo recorde histórico, com 172,5 milhões de toneladas, consolidando-se como o principal motor do agro brasileiro.

Centro-Oeste ainda domina

A região Centro-Oeste continua como epicentro da produção nacional, respondendo por quase metade dos grãos do país: 167,5 milhões de toneladas (48,9%). Mesmo com variação anual negativa de 6,2%, a região registrou crescimento mensal de 1,6%, indicando reação ao longo do ciclo.

Entre os estados, o Mato Grosso lidera com 30,3% da produção nacional. Mato Grosso do Sul aparece na quinta posição, com 7,6% de participação, atrás de Paraná, Rio Grande do Sul e Goiás.

Soja: motor da economia sul-mato-grossense

Para 2026, a soja deve representar mais da metade de todos os grãos colhidos no país. A área plantada nacional chega a 48 milhões de hectares, com rendimento médio estimado em 60 sacas por hectare.

No caso de Mato Grosso do Sul, o crescimento de 14% na produção indica:

  • Recuperação e avanço tecnológico nas lavouras

  • Clima favorável na maior parte do ciclo

  • Expansão estratégica de área em regiões consolidadas

Enquanto estados como Mato Grosso e Goiás projetam pequenas quedas na comparação anual, MS aparece como um dos destaques positivos da safra.

Outros grãos em retração

Nem todos os produtos acompanham o ritmo da soja. Nacionalmente, houve queda nas estimativas de:

  • Milho (-5,6%)

  • Arroz (-7,9%)

  • Algodão (-11%)

  • Sorgo (-13,9%)

  • Trigo (-1%)

A concentração em soja reforça o peso da oleaginosa na economia regional e também acende alerta sobre diversificação produtiva.

Impacto direto no Estado

A projeção de 15 milhões de toneladas fortalece a balança comercial de Mato Grosso do Sul, amplia a demanda por logística e pressiona infraestrutura — especialmente rodovias e corredores de exportação.

Com preços internacionais ainda abaixo do desejado pelos produtores, o aumento de volume é visto como estratégia para manter margens e competitividade.

Se o clima continuar colaborando até o fim do ciclo, 2026 pode entrar para a história como um dos melhores anos da soja sul-mato-grossense — mesmo em um cenário nacional levemente inferior ao recorde anterior.