ACOMPANHE-NOS     Campo Grande News no Facebook Campo Grande News no X Campo Grande News no Instagram Campo Grande News no TikTok Campo Grande News no Youtube
FEVEREIRO, QUINTA  12    CAMPO GRANDE 26º

Capital

Prefeitura unifica regras e promete mais transparência sobre dados pessoais

Modelo padrão de aviso de privacidade deve aparecer nos portais das secretarias

Por Kamila Alcântara | 12/02/2026 14:38
Prefeitura unifica regras e promete mais transparência sobre dados pessoais
Informações de privacidade estão disponíveis em portal oficial da Prefeitura (Foto: Paulo Francis)

A Prefeitura de Campo Grande decidiu padronizar um texto que quase ninguém lê, mas que diz como o cidadão é “rastreado” quando usa serviços públicos online. Uma deliberação do CGPD (Comitê Gestor de Privacidade de Dados), desta quinta-feira (12), aprovou um modelo único de Aviso de Privacidade para ser publicado nos sites dos órgãos públicos municipais.

RESUMO

Nossa ferramenta de IA resume a notícia para você!

A Prefeitura de Campo Grande aprovou um modelo único de Aviso de Privacidade para padronizar as informações sobre coleta e uso de dados pessoais em seus sites oficiais. A medida, definida pelo Comitê Gestor de Privacidade de Dados, visa garantir maior transparência sobre como as informações dos cidadãos são tratadas nos serviços públicos online.O documento detalha quais dados são coletados, como são utilizados e compartilhados, além de orientar sobre os direitos dos usuários. Entre os principais pontos, destaca-se o uso de cookies necessários para o funcionamento dos sites e a possibilidade de compartilhamento de informações com outros órgãos públicos, sempre respeitando a Lei Geral de Proteção de Dados.

A ideia é que todas as páginas oficiais passem a trazer as mesmas explicações básicas sobre coleta e uso de dados, em vez de cada secretaria escrever do seu jeito, ou pior, não escrever nada que preste.

Na prática, o aviso é um “manual do que acontece com suas informações” quando você entra num serviço digital da Prefeitura, faz um cadastro, envia um pedido, registra uma solicitação ou fala com algum canal oficial. O texto lista exemplos do que pode ser tratado: dados de identificação como nome, CPF, endereço e e-mail e também informações técnicas da navegação, como IP (Endereço de Protocolo da Internet) e páginas acessadas.

Ele admite que, em alguns casos, pode haver tratamento de dados sensíveis, mas diz que isso só deveria ocorrer quando for necessário para a atividade do órgão, conforme a LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados). Também orienta que cada secretaria ou autarquia inclua, no próprio aviso, quais dados usa de verdade e para quê, preenchendo uma tabela com finalidades e base legal, para não virar um texto genérico que serve para tudo e não explica nada.

Outro ponto é o uso de cookies no portal institucional. O modelo diz que o portal oficial usa cookies próprios, principalmente os chamados “estritamente necessários”, usados para funções básicas como segurança e funcionamento do site. Ele afirma que esses cookies não podem ser desativados pelo sistema, mas podem ser bloqueados pelo próprio usuário no navegador.

Esse documento também trata de como a Prefeitura pode obter dados. Parte vem direto do cidadão, quando ele preenche formulários, envia documentos ou protocola pedidos e denúncias não anônimas. Outra parte pode vir por “caminhos indiretos”, como compartilhamento entre órgãos públicos, integrações de sistemas e convênios, citando que isso deve respeitar regras de proteção de dados e também a LAI (Lei de Acesso à Informação).

Fica claro que dados podem ser compartilhados com outras instituições quando necessário, incluindo órgãos de controle e o Judiciário, além de empresas contratadas para prestar serviços.

Para o cidadão, a parte mais útil é a lista de direitos e o caminho para exercê-los. O modelo cita que a pessoa pode pedir confirmação de uso de dados, acessar informações, corrigir dados errados, solicitar anonimização ou eliminação quando cabível e também saber com quem os dados foram compartilhados.

Com isso, a orientação é usar o SIC (Serviço de Atendimento ao Cidadão) no site do município. O texto diz que o pedido é gratuito e que o órgão deve responder, mesmo que não consiga atender imediatamente.

Por fim, o modelo manda cada órgão indicar canais de contato e aponta onde fica a página do “encarregado de dados”, que é a pessoa responsável por receber demandas sobre privacidade dentro da Prefeitura.